SISTEMA

Gestão de Qualidade

Comissões Hospitalares

Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde

Aplicações para os
Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde

Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde

A Comissão de Gerenciamento de Resíduos da UNIDADE DE SAÚDE, tem por finalidade a definição das ações que visem à implantação, implementação e manutenção do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde Hospitalar na UNIDADE DE SAÚDE, de acordo com as normas vigentes (Lei 12.305/10, RDC 306/04, CONAMA 358/05).

Ambiente Externo

A identificação dos resíduos visa a fornecer informações para o correto manejo dos RSS e deve estar a aposta nos recipientes de acondicionamento; nos recipientes de coleta e transporte; e nos locais de armazenamento externo, de modo a permitir fácil visualização. A identificação dos grupos de resíduos por ambiente de geração é de fundamental importância para a alocação de lixeiras nas cores, tipos e capacidade volumétrica apropriada. Os símbolos a serem utilizados neste processo de identificação estão definidos na NBR-7500 da ABNT e seguem os padrões a seguir apresentados:

– Grupo A (potencialmente infectantes): O símbolo que representa este grupo é o de substância infectante, constante na NBR-7500 da ABNT de março de 2000, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos:

– Grupo B (Químicos): Conforme NBR 7500, os ambientes ou recipientes onde contenham resíduos ou produtos com essa característica devem estar identificados com o símbolo de Risco Químico ou “Resíduo Químico”:

– Grupo D (comum): Estes resíduos são aqueles que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico e incluem os Não Recicláveis e Recicláveis. Não há simbologia específica para os resíduos do GRUPO D. Entretanto, a Resolução CONAMA nº 275/01, no seu Art.1º, estabelece código de cores para identificação de coletores e transportadores de resíduos e para campanhas de coleta seletiva. Para os resíduos do Grupo D as cores indicadas são as seguintes:

– Grupo E (perfurocortantes): Materiais perfurantes ou escarificantes. O símbolo utilizado é o idêntico ao de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT de março de 2000, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos preto, acrescido da inscrição RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta aquele resíduo:

Plano Integrado para Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde

Em 2015, foi publicado o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – Monitoramento e Investigação de Eventos Adversos e Avaliação de Práticas de Segurança do Paciente, documento que priorizou estratégias de redução dos riscos em serviços de saúde e permitiu orientar e reorganizar as práticas de monitoramento e investigação de incidentes por parte dos serviços de saúde e das diferentes instâncias do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).

A elaboração deste Plano foi coordenada pela Anvisa, com o apoio de um Grupo de Trabalho (GT) composto por especialistas na área de vigilância sanitária e segurança do paciente, instituído por meio da Portaria n° 117 de 26 de janeiro de 2015.

Em 2020, houve revisão do documento pelo GT, acrescido de etapa de revisão pelos Núcleos de Segurança do Paciente da Vigilância Sanitária (NSP VISA) das 27 Unidades da Federação. O documento também foi discutido em reunião do Grupo de Trabalho da Vigilância Sanitária (GT-Visa). O GT-Visa é vinculado ao Grupo de Trabalho de Vigilância em Saúde (GT-VS) e conta com a representação das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além de representação da rede de laboratórios oficiais, todos indicados pelo Conass e Conasems.

Em março de 2021, foi publicada a Portaria nº 142, de 03 de março de 2021, aprovando o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde 2021-2025.

O Plano Integrado 2021-2025 contempla 12 metas a serem alcançadas pelo SNVS no período, tendo em vista 3 Objetivos:

  • Objetivo Específico 1: Promover o fortalecimento do SNVS para a implementação das ações do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025).
  • Objetivo Específico 2: Promover a vigilância, notificação e investigação dos incidentes/eventos adversos ocorridos nos serviços de saúde.
  • Objetivo Específico 3: Promover a adesão às práticas de segurança do paciente pelos serviços de saúde.

Legislação

Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.

Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
Aprova os Protocolos de Segurança do Paciente.
Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.

Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.

Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.

Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019

Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.

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SISTEMA

Gestão de Qualidade

Comissões Hospitalares

Comissões Hospitalares

Aplicações para os
Comissões Hospitalares

O objetivo da criação do Programa de Segurança do Paciente é regulamentar as ações de segurança do paciente da Unidade de Saúde, e incluir o reconhecimento e mapeamento dos riscos institucionais relacionados à especificidade da epidemiologia local e aos processos assistenciais, de forma a estimular a criação de uma cultura de gerenciamento desse cuidado, bem como organizar as estratégias e as ações que previnam, minimizem e mitiguem os riscos inerentes a estes processos.

O Programa de Controle de Infecção Hospitalar tem como finalidade desenvolver um conjunto de ações deliberadas e sistemáticas, com vistas à redução máxima possível de incidência e gravidade das infecções hospitalares, e assim melhorar a qualidade da assistência prestada.

Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde

A Comissão de Gerenciamento de Resíduos da UNIDADE DE SAÚDE, tem por finalidade a definição das ações que visem à implantação, implementação e manutenção do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde Hospitalar na UNIDADE DE SAÚDE, de acordo com as normas vigentes (Lei 12.305/10, RDC 306/04, CONAMA 358/05).

Comissão de Farmácia e Terapêutica

A Comissão de Farmacia e Terapêutica (CFT) é responsável pela condução técnica, política e administrativa de todo o processo de avaliação de incorporação de medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. 

A comissão atua na seleção de medicamentos envolvendo aspectos interdisciplinares e diferentes saberes. Podem submeter pedidos de avaliação à CFT pessoas físicas, jurídicas de natureza pública ou privada.

Para garantia da isonomia na avaliação dos processos, a CFT estabelece ampla discussão, uniformização dos critérios e respectivos pesos entre os membros que compõe esta comissão. Dessa forma, uma vez estabelecidas e conhecidas as regras, torna-se possível produzir mais dados quantitativos e minimizar a subjetividade ou individualidade nas decisões a serem tomadas.

Comissão de Revisão de Prontuários

Atender a resolução CFM N°. 1.638 de 10 de julho de 2002, que define prontuário médico como o documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.

Comissão de Revisão de Óbitos

A Comissão de Revisão de Óbitos tem por finalidade analisar os óbitos, os procedimentos e condutas profissionais realizadas, bem como a qualidade de informações dos atestados de óbitos.

Comissão de Humanização

A Comissão de Humanização – CH é de natureza técnico-científica permanente, criada na perspectiva da Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde, instituída pela Portaria GM/MS nº 881, de 19.6.2001, e regulamenta-se pelo Regimento Interno.

Comissão de Ética de Enfermagem

A comissão de ética médica constitui por delegação do Conselho Regional de Medicina. Tem funções sindicantes, educativas e fiscalizadoras do desempenho ético da medicina em sua área de abrangência. Devem manter a sua autonomia em relação as instituições onde atuam. Não podendo ter qualquer vinculação ou subordinação a direção do estabelecimento.

Comissão de Ética de Medicina

O Programa de Segurança do Paciente constitui-se em “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde”.

Legislação

Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.

Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
Aprova os Protocolos de Segurança do Paciente.
Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.

Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.

Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019

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Gestão de Qualidade

Comissões Hospitalares

Núcleo de Segurança do Paciente

Aplicações para os
Núcleo de Segurança do Paciente​

Núcleo de Segurança do Paciente

O Programa de Segurança do Paciente constitui-se em “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde”.

O Programa de Segurança do Paciente constitui-se em “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde”.

Protocolos do Núcleo de Segurança do Paciente ANVISA

Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de garantir a correta identificação do paciente, a fim de reduzir a ocorrência de incidentes. O processo de identificação do paciente deve assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina

 

Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013. Tem a finalidade de instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.

Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de determinar as medidas a serem implantadas para reduzir a ocorrência de incidentes e eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da segurança na realização de procedimentos cirúrgicos, no local correto e no paciente correto, por meio do uso da Lista de Verificação de Cirurgia Segura desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde.
Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de reduzir a ocorrência de queda de pacientes nos pontos de assistência e o dano dela decorrente, por meio da implantação/implementação de medidas que contemplem a avaliação de risco do paciente, garantam o cuidado multiprofissional em um ambiente seguro, e promovam a educação do paciente, familiares e profissionais.
Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de promover a prevenção da ocorrência de úlcera por pressão (UPP) e outras lesões da pele.
Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde e Anvisa em parceria com FIOCRUZ e FHEMIG, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de Promover práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde

Formulário de Notificação de Eventos Adversos – EA

O Sistema Nacional de Notificação de Eventos Adversos é um dos módulos para notificação do Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária – NOTIVISA e foi desenvolvido para receber as notificações de eventos adversos que ocorreram com os pacientes durante a internação/atendimento do paciente em serviços e estabelecimentos assistenciais de saúde do país ou durante o uso de tecnologias de saúde (medicamentos, artigos médico-hospitalares, etc). Este formulário pode ser preenchido por pacientes, familiares, acompanhantes e cuidadores.

Entende-se por incidente, o evento ou a circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário à saúde e por evento adverso, o incidente que resultou em dano à saúde.

A notificação contribuirá para o desenvolvimento de medidas corretivas que possam evitar que danos aos pacientes em serviços de saúde venham a se repetir, melhorando a Qualidade e a Segurança do Paciente nestes serviços.

Observação:

Os dados sobre os notificadores são confidenciais, obedecidos os dispositivos legais, e sua guarda é de responsabilidade do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

A identificação do notificador não será divulgada para o serviço de saúde e é importante para que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária possa esclarecer dúvidas referentes à notificação realizada.

Sua notificação não será analisada individualmente e não resultará na punição dos envolvidos.

Atenção:

Se desejar esclarecer dúvidas técnicas, ligue 0800 642 9782. As ligações são gratuitas e podem ser feitas a partir de números da telefonia fixa, oriundas de qualquer região do Brasil, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, exceto feriados).

Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – 2021-2025

1. OBJETIVO

1.1. Objetivo Geral

Integrar as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para promover a qualidade assistencial e a segurança do paciente visando a gestão de riscos e a melhoria dos serviços de saúde.

 

1.2. Objetivos Específicos

Objetivo Específico 1: Promover o fortalecimento do SNVS para a implementação das ações do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.

Objetivo Específico 2: Promover a vigilância, notificação e investigação dos incidentes / eventos adversos ocorridos nos serviços de saúde.

Objetivo Específico 3: Promover a adesão às práticas de segurança do paciente pelos serviços de saúde.

 

2. COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES

2.1. Anvisa

Cabe à GGTES/Anvisa, por meio de suas gerências executivas, Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS) e a Gerência de Regulamentação e Controle de Serviços  de Saúde (GRECS), a coordenação nacional do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde  (2021-2025), envolvendo as seguintes ações:

  • Coordenar e monitorar a execução das ações do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde no SNVS, bem como a sua revisão e atualizações periódicas.
  • Monitorar os indicadores do plano para identificar riscos e prioridades de intervenção.
  • Implementar ações de melhoria com base nos indicadores do Plano Integrado voltadas para a implantação de NSPs, notificação de incidentes relacionados à assistência à saúde, e implantação de práticas de segurança do paciente em serviços de saúde.
  • Apoiar, colaborar ou coordenar os processos de capacitação e atualização dos entes do SNVS em segurança do paciente.
  • Divulgar os relatórios e os boletins elaborados pela Anvisa sobre as ações do Plano Integrado para os serviços de saúde notificantes e profissionais que atuam no SNVS.
  • Comunicar periodicamente os principais resultados dos indicadores do Plano integrado aos serviços de saúde e à população.
  • Apoiar a estruturação dos NSP VISA estaduais/DF e de municípios.

 

2.2. Nível Estadual e do Distrito Federal

Cabe à Vigilância Sanitária Estadual e do DF (NSP VISA estadual/distrital), a coordenação do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025), no seu âmbito de atuação, envolvendo as seguintes ações:

  • Gerenciar as notificações de EA relacionados à assistência à saúde;
  • Coordenar e monitorar a execução das ações do Plano Integrado no SNVS e contribuir para as revisões e as atualizações periódicas;
  • Monitorar os indicadores do Plano Integrado para identificar riscos e prioridades de intervenção;
  • Monitorar, analisar e consolidar as notificações de incidentes dos serviços de saúde e do cidadão;
  • Analisar individualmente as notificações de óbitos e never events;
  • Implementar ações de melhoria com base nos indicadores do Plano Integrado voltadas para a implantação de NSPs, notificação de incidentes relacionados à assistência à saúde, e implantação das práticas de segurança do paciente;
  • Apoiar,  colaborar  ou  coordenar  os  processos  de  capacitação  e  atualização  dos profissionais de VISA e dos serviços de saúde em segurança do paciente;
  • Elaborar e divulgar relatórios e boletins sobre as ações e indicadores do Plano Integrado;
  • Apoiar a estruturação dos NSP VISA dos municípios prioritários (capitais).

 

3.3. Nível Municipal

Cabe à Vigilância Sanitária Municipal  (NSP VISA municipal) a coordenação do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025), no seu âmbito de atuação, envolvendo as seguintes ações:

  • Gerenciar as notificações de EA relacionados à assistência à saúde, conforme pactuação com o estado;
  • Apoiar o serviço de saúde na investigação dos never events e óbitos decorrentes de EA e monitorar a elaboração do plano de ação para a prevenção de novos eventos, conforme pactuação com o estado;
  • Verificar se os planos de ação estão anexados à notificação (até 60 dias) no sistema de informação de incidentes;
  • Analisar individualmente  as notificações de óbitos e never events, conforme pactuação com o estado;
  • Avaliar o conteúdo do Plano de ação e entrar em contato com o serviço de saúde, caso haja inconformidades, conforme pactuação com o estado.

Procedimentos Operacionais Padrões - POPs

O procedimento operacional padrão (POP) é uma espécie de instrução, ou ainda, um documento que informa como determinada atividade deve ser executada. Além das instruções, o POP traz em seu conteúdo a descrição de todas as atividades e como elas devem realizadas, passo a passo, como uma espécie de manual de instruções.

Legislação

Alterações no formulário de notificação de incidentes/eventos adversos relacionados à assistência à saúde – sistema Notivisa.

Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.

Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
Aprova os Protocolos de Segurança do Paciente.
Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.

Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.

Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019

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SISTEMA

Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

Orientações para aplicação de treinamentos

1 – Haver treinamentos (Cronograma de treinamentos);

2 – Evidenciar treinamentos com relatórios baseados nas informações constantes na RDC 63;

3 – Registrar os treinamentos com fotografias do momento do treinamento;

4 – Registrar presença dos participantes com Folha de Assinaturas;

5 – Avaliar o treinamento;

a) Avaliação da reação do treinamento;

b) Avaliação de aprendizagem (avaliação dos alunos sobre a absorção do treinamento);

c) Avaliação de comportamento (observador ocultor e/ou avaliação do conteúdo antes e depois do treinamento).

Meta: Comissão de Humanização e demais Comissões e Núcleos.

Periodicidade: Mensal.

Instrumentos para implementação

Atividades

1. Educação Continuada
As ações de educação permanente da Unidade de Saúde serão de responsabilidade da Diretoria Administrativa a partir das demandas trazidas pelo Núcleo de Educação Permanente. O Serviço será responsável pela capacitação e treinamento dos profissionais de profissionais que prestam serviço na Unidade Hospitalar ou em serviços da Rede de Saúde.
O programa de educação será desenvolvido utilizando a metodologia de treinamento em serviço. Cada coordenação técnica será responsável pelas atividades de treinamento e atualização de acordo com a demanda atendida pela pelo seu setor. As equipes de apoio administrativo e logístico terão capacitações direcionadas às funções que desempenham de modo a fortalecer a gestão administrativa das Unidades.
A partir das demandas apresentadas pelas áreas técnicas, o Núcleo de Educação Permanente elaborará o Planejamento Anual de Capacitação – PAC da Unidade, no qual deve constar o cronograma de atividades por área de atuação.
Incialmente deverão ser realizados treinamentos a equipe de colaboradores, com vistas a nivelar o conhecimento e entendimento de todos os integrantes da equipe assistencial da Unidade de Saúde.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), instituída no ano de 2004, representa um marco para a formação e trabalho em saúde no País. Resultado de lutas e esforços promovidos pelos defensores do tema da educação dos profissionais de saúde, como forma de promover a transformação das práticas do trabalho em saúde, a PNEPS é uma conquista da sociedade brasileira.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) instituída por meio da Portaria GM/MS nº 198/20041, teve suas diretrizes de implementação publicadas na Portaria GM/MS nº 1.996/2007.Essa última normativa se adequou à implantação do Pacto pela Saúde, momento em que a SGTES, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), promoveu uma ampla discussão no sentido de fazer reformulações nos marcos regulatórios pelos atores do SUS nos territórios, incluindo os aspectos relacionados ao financiamento das ações de Educação Permanente em Saúde (EPS).
Posto isso, torna-se cabível apresentar o conceito de educação na saúde, dado que é frequente a sua utilização como sinônimo de outras variantes, como educação em saúde e educação para a saúde. De acordo com o glossário eletrônico da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), a educação na saúde “consiste na produção e sistematização de conhecimentos relativos à formação e ao desenvolvimento para a atuação em saúde, envolvendo práticas de ensino, diretrizes didáticas e orientação curricular” (Brasil, 2012, p. 20). Também conhecida como educação no trabalho em saúde, a educação na saúde apresenta duas modalidades: a educação continuada e a EPS.    A educação continuada contempla as atividades que possui período definido para execução e utiliza, em sua maior parte, os pressupostos da metodologia de ensino tradicional, como exemplo as ofertas formais nos níveis de pós-graduação. Relaciona-se ainda às atividades educacionais que visam promover a aquisição sequencial e acumulativa de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de práticas de escolarização de caráter mais formal, bem como de experiências no campo da atuação profissional, no âmbito institucional ou até mesmo externo a ele (Brasil, 2012).
No que concerne à EPS, a definição assumida pelo Ministério da Saúde (MS) se configura como aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. A EPS se baseia na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformar as práticas profissionais e acontece no cotidiano do trabalho (Brasil, 2007). Caracteriza-se, portanto, como uma intensa vertente educacional com potencialidades ligadas a mecanismos e temas que possibilitam gerar reflexão sobre o processo de trabalho, autogestão, mudança institucional e transformação das práticas em serviço, por meio da proposta do aprender a aprender, de trabalhar em equipe, de construir cotidianos e eles mesmos constituírem-se como objeto de aprendizagem individual, coletiva e institucional. Nesse contexto, a EPS – como instrumento viabilizador de análise crítica e constituição de conhecimentos sobre a realidade local – precisa ser pensada e adaptada, portanto, às situações de saúde em cada nível local do sistema de saúde.
Nessa concepção político-ideológica, cuja condução se operacionaliza no âmbito de locorregiões de saúde, convoca os sujeitos do quadrilátero da formação – ensino, serviço, gestão e controle social – a refletirem de modo permanente a realidade posta e a buscar soluções criativas para a superação dos problemas de saúde e, por conseguinte, qualificar as ações no intuito de aumentar a resolubilidade a eficiência do sistema de saúde (Ceccim; Feuerwerker, 2004).
A Educação Permanente/Continuada é o componente essencial dos programas de formação e desenvolvimento de recursos humanos das instituições. O desenvolvimento da equipe de saúde é um dos fatores que deve assegurar a qualidade do atendimento ao usuário e a sobrevivência da unidade de saúde neste cenário de mudanças e competitividade.
A garantia da qualidade dos serviços prestados se dá através de programas de capacitação bem organizados com monitorização e avaliação dos resultados dos cuidados, com declínio de riscos através da padronização do processo e equipes adequadamente treinadas.
Na área da saúde, especificamente na enfermagem, a busca por um processo educativo contínuo in loco tem sido uma constante, no sentido de garantir uma assistência de qualidade à população, promovendo e melhorando as competências técnico-científicas, culturais, políticas, éticas e humanísticas dos colaboradores.
Percebe-se que esta também é uma preocupação do Ministério da Saúde, no momento que instituiu a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (Portaria nº198/04GM/MS), como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento dos trabalhadores da saúde.
Desta forma percebemos a necessidade de incorporar na prática o eixo pedagógico que se trata de uma mudança paradigmática, no sentido de perceber o trabalhador na sua totalidade, compreendendo que este necessita estar continuamente em processo de crescimento pessoal e profissional, elaborando um diagnóstico do perfil da sua práxis. A ferramenta mestra que norteia as mudanças é a educação continuada.
A busca pelo aprimoramento daqueles que trabalham nas unidades de saúde dar-se-á não apenas pela oferta de educação continuada, mas também pela oportunidade dos profissionais sentirem-se agentes do seu próprio aprendizado.
O IGC apresentará ao final do primeiro trimestre de vigência do contrato de gestão, um Plano de Educação Permanente, com periodicidade anual a ser aplicado na unidade de saúde.
Principais atividades da área:

  • Elaboração do Planejamento anual de Capacitação dos funcionários e encaminhar à Secretaria de Saúde; 
  • Elaborar plano de Educação permanente para equipe assistencial; 
  • Promover parceria com instituições de ensino.

1.1. Avaliações da Educação Continuada
Um dos aspectos trabalhados pela norma ISO 9001 é o Apoio, ou seja, de acordo com a norma, o apoio abrange itens como recursos, competência, conscientização, comunicação e informação documentada.
De acordo com a norma ISO 9001, a organização deve:

  • Determinar a competência necessária de pessoas que realizem trabalhos sob o seu controle que afete o desempenho e eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade;
  • Assegurar que as pessoas sejam competentes, com base em educação, treinamento ou experiência apropriados;
  • Onde aplicável, tomar ações para adquirir a competência necessária e avaliar a eficácia das ações tomadas;
  • Reter informação documentada, apropriada como evidência de competência.

Além disso, a norma também prevê que as ações tratadas no terceiro tópico podem incluir o treinamento, monitoramento ou mudança de atribuições de pessoas empregadas.
1.1.1. Avaliação de reação do treinamento
Tem como objetivo identificar a visão dos profissionais em relação ao treinamento. Ou seja, sua finalidade é descobrir a percepção dos colaboradores sobre a experiência de aprendizagem, seu conteúdo e o modo como ele foi transmitido, sua relevância, dentre outras características.
Essa etapa é importante porque indica se o que a corporação propôs fez jus a o que o profissional compreendeu do treinamento. Logo, facilita o planejamento estratégico e garante maior aproveitamento dos ensinamentos transmitidos.
A avaliação de reação do treinamento é a coleta dos dados referente aos colaboradores que estão envolvidos na experiência do aprendizado. Esses dados e relatos de informações são analisados e interpretados para gerar uma avaliação eficiente sobre o desenvolvimento dos colaboradores em relação a tudo aquilo que estão sendo treinados.
Assim, é possível identificar as dificuldades e obter análises precisas que irão auxiliar na definição dos materiais de aprendizagem mais relevantes para os colaboradores. Esse fator contribui para a construção de estratégias de desenvolvimento de competências mais eficazes e que irão trazer melhores resultados para a organização.
1.1.2. Avaliação de aprendizagem
A avaliação de aprendizagem tem o intuito de observar se o conteúdo passado para o colaborador foi absorvido de acordo com as expectativas da Unidade.
Essa avaliação pode ser feita por meio de um teste que contenha questionamentos relacionados aos conteúdos que foram expostos no treinamento. Logo, o resultado indicará se os ensinamentos foram ou não internalizados.
1.1.3. Avaliação de comportamento (Observador oculto)
A aprendizagem efetiva leva à mudança de comportamento. Isso significa que, para avaliar o verdadeiro sucesso do treinamento, é preciso saber se os profissionais estão colocando em prática o que foi aprendido.
Desse modo, é mais simples saber se de fato o conteúdo teve significado e importância para o colaborador, e se ele entendeu a maneira de colocar em prática.
1.1.4. Avaliação de resultados
Mensurar os resultados. Ou seja, se houve aprendizado, se o conteúdo foi relevante e se os comportamentos foram otimizados, consequentemente os resultados serão alterados.
Logo, a avaliação de resultados gera a conclusão palpável em relação ao aprendizado ou não do profissional em relação ao treinamento.

Legislação

Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde.

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Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

Exame laboratorial é o conjunto de exames e testes realizados a pedido do médico, em laboratórios de análises clínicas, visando um diagnóstico ou confirmação de uma patologia ou para um exame de rotina.

As análises clínicas são executas por farmacêuticos, biomédicos, biólogos, bioquímicos e médicos. Estes profissionais são supervisionados e tem seu trabalho validado pelo responsável técnico legal pelo laboratório clínico.

A fiscalização do laboratório fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dos técnicos de nível superior por seus respectivos conselhos profissionais. Nesta área, o analista clínico analisa os fluidos biológicos humanos ao passo que o patologista examina os tecidos através da análise microscópica de cortes histológicos.

A sequência de ações dentro de um laboratório onde são realizados exames laboratoriais inicia-se com a coleta do material a ser analisado e termina com a emissão de um laudo diagnóstico.

Na fase pré-analítica, o paciente é orientado quanto ao procedimento, em seguida é realizado a coleta, a manipulação e conservação do material que posteriormente será analisado. Logo após, serão analisados os materiais e será feito um laudo pelo profissional habilitado.

Na fase analítica, o material é analisado por meio de aparelhos de aparelhos automatizados e de tecnologia de ponta, o qual reduz os riscos de erros no resultado final, garantindo um maior percentual de acertos. Dentro deste contexto, existem diversos fatores que podem interagir com o resultado do exame, resultando em um falso-negativo ou falso-positivo: medicamentos utilizados pelo paciente, sua resposta metabólica, jejum, transporte do material, centrifugação, metrologia, reagentes, calibração e manutenção dos equipamentos, entre outros.

a) Tipos de exames

Bioquímica do sangue substâncias não eletrolíticas

  • Glicose 
  • Uréia 
  • Creatinina 
  • Ácido úrico 
  • Amoníaco 
  • Proteínas plasmáticas 
  • Lipídeos plasmáticos 
  • Corpos cetônicos
  • Bilirrubina 
  • Cálcio e fosfato

Bioquímica do sangue – substâncias eletrolíticas

  • Constantes biológicas do sangue 
  • Diagnósticos dos desequilíbrios hidreletrolíticos
  • Diagnóstico dos desequilíbrios ácido básicos

Bioquímica do sangue – enzimas

  • Fosfatase alcalina e ácida, amilase, lipase, aldolase, lactato-desidrogenase, transaminases, creatinofosfoquinase, gamaglutamitranspeptidase, isoenzimas de lactato-desidrogenase, isoenzimas de creatinofosfoquinase.
  • Hemograma – série vermelha

Hemácias, hemoglobina, hematócrito, valores hematimétricos, ferro sérico, transferrina e ferritina.

  • Hemograma – série branca

Leucócitos leucograma. 

Granulocitos: neutrófilos, eosinófilos e basófilos. agranulocitos: linfócitos e monócitos

  • Exame de urina

Elementos normais, microscopia de sedimento, estudo bacteriológico, outros.

  • Exame de fezes

Exame macroscópico, exame microscópico, parasitos e protozoários e coprocultura.

  • Outros

Líquido cefalorraquidiano

Escarro 

Líquido pleural 

Espermograma

Vale salientar que o exame laboratorial que for necessário para o profissional de saúde se utilizar como norte para tratamento e conduta com os pacientes, será disponível, pois o Instituto de Gestão e Cidadania tem como objetivo primordial priorizar o restabelecimento da saúde do paciente.

Indicadores

Erro na abertura de cadastro

O primeiro ponto de atenção é também o primeiro ponto de contato entre o laboratório e as pessoas externas a ele, que são os pacientes e médicos. Todo o desenvolvimento do trabalho parte desse ponto, no qual as informações de cadastro são registradas no sistema do laboratório.

Identificação equivocada do paciente ou do médico
Um erro no preenchimento do cadastro pode causar desde pequenos inconvenientes até grandes problemas para ambas as partes. O laboratório cuida de muitas informações confidenciais acerca da saúde de seus pacientes.

Ao anotar as informações de forma equivocada, abre-se um precedente para erros subsequentes. Um número de telefone errado impossibilita o contato com o paciente; um médico trocado pode gerar um vazamento de informações sigilosas, entre outros tanto problemas.

Erro no cadastro dos exames

Assim como o cadastro das pessoas precisa estar correto, os exames devem estar devidamente preenchidos. Um erro no nome do exame ou nos valores apresentados nos resultados pode gerar até mesmo um diagnóstico equivocado.

Além de afetar a experiência do paciente, esse tipo de mal-entendido tende a gerar agravantes, pois caso ele não seja identificado, pode levar a pessoa a receber tratamentos inapropriados, que não resolvam ou que piorem seu estado de saúde.

Amostras solicitadas e não coletadas

Esse é um indicador muito importante a ser monitorado. Alguns tipos de exames demandam um prazo específico para a coleta das amostras, e a falha nesse quesito interfere na qualidade dos resultados.

Sem falar que a falta da coleta gera grande insatisfação nos pacientes, principalmente quando a unidade está instalada nas dependências de um hospital ou centro de saúde. É preciso cuidar constantemente para que esse tipo de problema não ocorra.

Falhas na coleta ou recoletas

Assim como a falta de coleta é um ponto de atenção, as coletas com erro ou as necessidade de recoletas acendem um sinal de alerta. Casos esporádicos são toleráveis, mas um aumento no percentual desses acontecimentos em relação ao total de exames realizados é algo que deve ser investigado.

Geralmente isso pode ser solucionado com um treinamento específico para a equipe, reuniões de alinhamento de procedimentos ou até mesmo implementando algumas mudanças operacionais.

Entre os casos mais comuns que afetam a qualidade da amostra estão:

  • coleta de tubo errado;
  • hemólise;
  • amostras coaguladas;
  • razão inadequada de sangue/anticoagulante.

Percentual de exames liberados no prazo

A entrega pontual dos exames é um dos melhores indicadores de qualidade em laboratórios para apresentar aos clientes e parceiros. Mantendo-o em sempre dentro dos padrões de conformidade, a Unidade demonstra compromisso e seriedade na prestação de seus serviços.

Para o mercado, é como dizer que se trata de um empreendimento confiável, que honra com seus acordos. As entregas de resultados fora do prazo devem ter as menores taxas possíveis, sendo o objetivo principal chegar a zero.

Percentual de laudos retificados

O percentual de laudos retificados é mais um dos indicadores de qualidade em laboratórios que deve tender a zero. A retificação é uma prova de que houve um erro em algum ponto do processo de análise que impactou na veracidade do resultado apresentado.

Ou seja, é uma questão que fere a integridade da instituição, que expõe um ponto fraco de sua operação. Todos sabemos que imprevistos e erros podem acontecer em qualquer tipo de empresa, mas na área da saúde eles ganham um peso maior.

Por isso, é fundamental manter um bom controle da qualidade de cada etapa dos processos para evitar a necessidade de retificações e manter o indicador sempre com níveis bem baixos.

Quantidades de não conformidades

Por fim, o último dos indicadores de qualidade que não pode deixar de ser acompanhado no seu laboratório é a quantidade de não conformidades. Esse indicador é ainda mais importante se você pretende passar por uma acreditação laboratorial.

As não conformidades podem estar relacionadas a diversos tipos de atividades dentro da Unidade. Podem ser coisas simples, como a falha na compra de materiais, ou algo mais grave, como o descarte irregular de materiais. Seja qual for o caso, é muito importante corrigir o problema e eliminar a não conformidade.

Desenvolvido por: etal Comunica.

SISTEMA

Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

Atividades

  • Realizar operações farmacotécnicas; 
  • Controlar estoques, condições de armazenamento e prazos de validade; 
  • Realizar inventário mensal de material e medicamentos, constando data de validade, lote e quantidade em estoque;
  • Trabalhar de acordo com as boas práticas de manipulação e dispensação; 
  • Documentar atividades e procedimentos da manipulação farmacêutica, caso haja; 
  • Seguir procedimentos operacionais padrões;
  • Dar entrada e saída em material e medicamentos;
  • Realizar outras atividades designadas pelo farmacêutico responsável pelo setor.

Normas e Rotinas

1. Perfil

A Farmácia tem a finalidade de prestar assistência farmacêutica aos profissionais médicos e enfermeiros na administração de medicamentos, armazenar, dispensar e controlar medicamentos e produtos afins utilizados na unidade. É também responsável pela informação técnica, científica e controle de qualidade de medicamentos e correlatos utilizados pela unidade.

2. Atribuições Gerais 

  • Assessorar o corpo clínico com relação aos aspectos farmacológicos dos medicamentos; 
  • Estabelecer um sistema de recebimento, estocagem e distribuição de medicamentos, seguro e eficiente, capaz de suprir as unidades de assistência com os medicamentos prescritos pelo corpo clínico da unidade; 
  • Exercer de forma efetiva o gerenciamento do estoque de medicamentos e produtos afins, mantendo registro de consumo, perda e extravio de medicamentos; 
  • Controlar a movimentação de medicamentos e correlatos, e em especial, dos entorpecentes e psicotrópicos; 
  • Aviar as receitas formuladas pelo corpo clínico da unidade; 
  • Colaborar em pesquisas de assuntos farmacêuticos; 
  • Assessorar no controle de qualidade dos produtos químicos adquiridos para utilização na unidade.

A Unidade de Farmácia será regida com base na Padronização de Medicamentos. Esta é uma listagem dos fármacos disponíveis identificados pela nomenclatura genérica (nome farmacológico), conforme Denominação Comum Brasileira (DCB) e acrescida pelas formas de apresentação, concentrações, e suas respectivas indicações. 

A padronização objetiva facilitar a prescrição médica, otimizar recursos e qualificar a assistência por meio de orientação e informações ao corpo técnico.

3. Rotinas / Fluxo Operacional

A Unidade de Farmácia será um órgão de abrangência assistencial e administrativa, onde serão desenvolvidas atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos à unidade de saúde. Será igualmente responsável pela orientação de usuários internos e ambulatoriais, visando sempre à eficácia da terapêutica, além da redução dos custos. Servirá ao usuário, objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. 

a) O fornecimento de medicamentos incluirá:

  • Conhecimento da dinâmica da demanda; 
  • Aquisição de medicamentos e matérias primas, produção e transformação de medicamentos; 
  • Sequência logística da administração, controle de estoques e relatórios gerenciais; 
  • Controle de qualidade; 
  • Sistema racional de distribuição de fármacos.

b) A eficácia terapêutica depende do bom funcionamento dos seguintes aspectos:

  • Acompanhamento e discussão permanente, com os profissionais envolvidos, sobre a mais adequada utilização dos medicamentos e possíveis resultados do tratamento; 
  • Disposição e fornecimento de informações sobre conservação, dosagem, substitutos similares (genéricos), interações, efeitos colaterais;
  • Manutenção de sistemas de farmacovigilância; 
  • Reciclagem e educação continuada dos funcionários.

4. Atividades

a) Caberá à Unidade de Farmácia da Unidade

  • Atuar nas comissões Hospitalares (padronização de medicamentos e controle de infecção Hospitalar); 
  • Orientar a compra de medicamentos; 
  • Controle de eficácia terapêutica e da qualidade; 
  • Controlar medicamentos entorpecentes e psicotrópicos, de acordo com a Lei; 
  • Emitir relatórios técnicos e administrativos; 
  • Fornecer medicamentos aos usuários internados; 
  • Informar sobre medicamentos; 
  • Orientar os usuários; 
  • Promover a estocagem de medicamentos em condições adequadas; 
  • Promover a manipulação de medicamentos; 
  • Registrar a movimentação do estoque.

5. Dispensação e distribuição

Estende-se por dispensação de medicamentos o ato farmacêutico associado à entrega e distribuição mediante análise prévia das prescrições médicas, de modo a oferecer informações da boa atualização da Farmácia, bem como da preparação das doses que devem ser administradas. A ordem de dispensação obedecerá a norma do estoque mais antigo em primeiro lugar.

A medicação será dispensada em dose individualizada, que consiste no atendimento individualizado das prescrições, no qual a medicação é fornecida por um período, em geral, de 24 horas. 

Este método tem como vantagens a diminuição dos erros de medicação, dos estoques setoriais, melhorando a conservação de medicamentos; e das perdas e desvios. 

Será utilizado o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária que consiste em dispensar, a partir da interpretação da ordem médica por parte do farmacêutico, as doses de medicamentos necessárias para cada usuário, previamente preparadas para que cubram um período determinado. 

Com este método as doses são preparadas na medida exata para cada medicamento e usuário. Diminui-se o número de erros de medicação; a enfermeira não tem que fazer o pedido nem prepara a medicação que deve administrar aos usuários; a enfermagem se sente apoiada pela Unidade de Farmácia e pode dedicar mais tempo aos enfermos; o farmacêutico se integra na equipe assistencial, conseguindo, desta forma, a possibilidade de incidir na racionalização do uso dos medicamentos; pode haver maior conhecimento do custo da medicação por enfermo; e é possível o aumento da segurança e qualidade terapêutica do usuário.

5.1. Almoxarifado de Medicamentos

O Serviço de Almoxarifado tem a finalidade de gerenciamento dos suprimentos, representados pelos materiais permanentes e de consumo. As unidades de saúde têm a responsabilidade do planejamento dos suprimentos, desde a previsão de consumo, procedimentos de aquisição e garantia da integridade dos produtos utilizados através do correto acondicionamento e movimentação dos mesmos até a gestão dos estoques e dispensação às áreas requisitantes.

6. Organização

A Unidade de Suprimentos tem sob sua responsabilidade as atividades das seguintes áreas:

  • Compras 
  • Almoxarifado

7. Atribuições Gerais

  • Prever o consumo de material, a fim de proceder a aquisição e distribuição de material em tempo adequado, garantindo assim um bom nível de serviço prestado a todas as áreas; 
  • Comprar suprimentos em condições competitivas, mais favoráveis e econômicas e receber todos os itens de material utilizados na unidade; 
  • Estocar e distribuir de forma eficiente todos os itens existentes e utilizados na unidade. Observação: com exceção dos gêneros alimentícios perecíveis, gerenciados pelo Serviço de nutrição, ou medicamentos e drogas, gerenciados pela Farmácia; 
  • Manter controle dos itens e da sua movimentação interna, através da codificação e padronização de material estocado; 
  • Manter o registro centralizado e atualizado das entradas e saídas de todos os materiais; 
  • Notificar a Direção Administrativa Financeira com Relatórios de Consumo e suas respectivas previsões.

8. Atribuições específicas da área de compras

  • Adquirir novos produtos e conhecer novos fornecedores no mercado de material médico e insumos;
  • Estabelecer e manter atualizado um cadastro geral de materiais; 
  • Estabelecer e manter atualizado um cadastro de fornecedores; 
  • Emitir as tomadas de preços ou diretamente contatar os fornecedores e identificar as melhores condições de fornecimento; 
  • Obedecer às especificações técnicas dos materiais a serem adquiridos; 
  • Efetuar todas as compras em nome da instituição; 
  • Desenvolver os meios de transporte das mercadorias, caso seja necessário, assim como as respectivas empresas prestadoras desses serviços; 
  • Manter a Direção da unidade sempre informada quanto aos problemas de aquisição e/ou atrasos de entrega dos materiais comprados pela Instituição; 
  • Garantir o suprimento constante de todos os recursos materiais necessários ao funcionamento da unidade.

9. Atribuições Específicas do Almoxarifado:

  • Receber e verificar todos os materiais comprados, conferindo sua qualidade, quantidade e especificações técnicas; 
  • Realizar a devolução aos fornecedores, quando, em qualquer situação de recebimento for identificado divergências quantitativas, qualitativas e de especificação técnica dos materiais; 
  • Estabelecer e manter atualizados os arquivos a respeito do recebimento e distribuição de material; 
  • Enviar os gêneros alimentícios perecíveis ao Serviço de Nutrição para sua verificação e correta estocagem; 
  • Informar às áreas requisitantes o devido recebimento de seus pedidos;
  • Proporcionar uma correta armazenagem dos materiais, respeitando as características técnicas e geométricas (volume) a fim de se evitar possíveis avarias e deterioração; 
  • Solicitar a compra de materiais que se fizerem necessários, momento este quando identificado o Ponto de Ressuprimento do produto estocado, a fim de garantir estoque suficiente para abastecimento da unidade; 
  • Manter a organização do depósito de materiais em perfeita harmonia com as condições ideais de trabalho, com as respectivas sinalizações, indicações, regras de segurança, e principalmente, a higienização e eliminação de materiais deteriorados ou vencidos.

10. Rotinas e Protocolos Referentes ao Processo de Armazenamento e Dispensação de Medicações.

Os medicamentos são de suma importância para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida da população. Desta forma, as condições de estocagem, distribuição e transporte desempenham papel fundamental para a manutenção dos padrões de qualidade dos medicamentos. 

A Assistência Farmacêutica conceituada como “grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade”, desempenha papel essencial para a saúde. 

Esta estratégia visa oferecer diretrizes e procedimentos básicos que possam assegurar a qualidade e a segurança dos medicamentos estocados e distribuídos, dentro das dependências da unidade. 

Os almoxarifados devem ser estruturados para desempenhar as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação e controle de estoque. Dentro deste contexto, para o melhor desempenho de suas atribuições, o almoxarifado deve ser construído conforme as orientações que seguem.

  1. 1. A localização do almoxarifado deve ser planejada, em função da logística de distribuição, ou seja, que o mesmo tenha localização estratégica em relação aos setores da unidade que serão abastecidos. 
  2. 2. A área física deverá ser projetada de acordo com a demanda de cada unidade. 
  3. 3. A estrutura física externa deve ter espaço suficiente para a manobra dos caminhões que farão a entrega dos produtos. Deve conter plataforma para carga e descarga, com altura correspondente à base da carroceria de um caminhão, o que corresponde a aproximadamente 100 cm. Esta área de carga e descarga deve ter cobertura, para evitar a incisão direta de luz sobre os produtos durante a descarga e, eventualmente, chuva.

O local deve possuir rampas que permitam facilidade de locomoção dos carrinhos contendo os produtos e devem ser estabelecidos procedimentos especiais para o recebimento em dias chuvosos.

As portas externas devem ser confeccionadas em aço e em tamanho adequado para a passagem dos caminhões.

A iluminação externa deve ser considerada como medida de segurança, deve apresentar bom estado de conservação: isento de rachaduras, pinturas descascadas, infiltrações, etc.

Estrutura física interna – As instalações devem ser projetadas de acordo com o volume operacional do almoxarifado. Mas as condições físicas devem ser observadas qualquer que seja o tamanho do mesmo:

  • Piso – deve ser plano, de fácil limpeza e resistente para suportar o peso dos produtos e a movimentação dos equipamentos; 
  • Paredes – devem ser pintadas com cor clara, lavável e devem apresentar-se isentas de infiltrações e umidade. Pelo menos uma das quatro paredes deve receber ventilação direta, através de abertura localizada, no mínimo, a 210 cm do piso. Esta abertura deve estar protegida com tela metálica para evitar a entrada de insetos, pássaros, roedores, etc; 
  • Portas – de preferência esmaltadas ou de alumínio, contendo fechadura e/ou cadeado; 
  • Sinalização interna – As áreas e estantes, além dos locais dos extintores de incêndio, precisam ser identificadas; 
  • Instalações elétricas – devem ser mantidas em bom estado, evitando-se o uso de adaptadores. O quadro de força deve ficar externo à área de estocagem e as fiações devem estar em tubulações apropriadas. É sempre bom lembrar que os curtos-circuitos são as causas da maioria dos incêndios. 
  • Equipamentos – Os equipamentos devem ser pensados em função do espaço físico e do volume operacional do almoxarifado. 
  • Estantes – são adequadas para medicamentos desembalados ou acondicionados em pequenas caixas. As estantes modulares de aço ou de madeira revestida por fórmica são mais indicadas porque permitem fácil manuseio. A profundidade ideal é de 60 cm, podendo ser de 40 cm em alguns casos. As tintas utilizadas nas estantes devem ter secagem rápida, para que não fiquem impregnadas nas embalagens;
  • Estrados – são apropriados para caixas maiores, não devem ultrapassar 120 cm no lado maior; 
  • Escadas – para movimentação dos estoques quando os medicamentos estiverem desembalados ou acondicionados em caixas menores; 
  • Carrinhos para transporte – a escolha dos mesmos depende do volume operacional do almoxarifado; 
  • Sistema de condicionamento de ar – utilizado para o controle adequado da temperatura nos locais de armazenagem de medicamentos. Devem ser pensados em função das condições dos ambientes. As temperaturas se elevam muito no verão, desta forma, a instalação deste sistema deve ser considerada; 
  • Ventiladores – na impossibilidade de instalação de aparelhos de ar condicionado, deve ser previsto o uso de ventiladores; 
  • Exaustores – são úteis porque ajudam na ventilação do ambiente; 
  • Termômetros – são recomendados os termômetros que registram as temperaturas máximas e mínimas para a medição na área de estocagem. Também devem ser usados termômetros adequados para a medição das temperaturas das câmaras frias ou refrigeradores; 
  • Higrômetro – usado para a medição da umidade nas áreas de armazenamento; 
  • Armários de aço com chave – destinados ao armazenamento de medicamentos sujeitos a controle especial, quando o volume estocado é pequeno. No geral é preferível dispor de sala fechada para este fim; 
  • Extintores de incêndio – devem ser adequados aos tipos de materiais armazenados e devem estar fixados nas paredes e sinalizados conforme normas vigentes. É recomendável a consulta ao Corpo de Bombeiros sobre os locais apropriados para a instalação dos mesmos, bem como sobre a sinalização e especificações necessárias. Devem ter ficha de controle de inspeção e etiqueta de identificação contendo a data da recarga; 
  • Refrigerador – para estocagem entre 2 e 8ºC; 
  • Além de outros materiais necessários para o bom funcionamento da unidade como: Caixas plásticas para transporte, caixas de isopor para transporte, cesto com tampa, lacres, armários, escrivaninhas e cadeiras, computadores com acesso à internet e impressoras.

a) Fluxo

 

Figura 1 Fluxo de Dispensação de Medicamentos

 

Farmacia FLuxo

Fonte: Manual do Gestor Hospitalar, Federação brasileira de Hospitais

 

  • O material médico-hospitalar e os medicamentos serão liberados mediante prescrição registrada em prontuários. O fluxo previsto para operacionalizar a dispensação deverá ser seguido com vistas a evitar o desperdício, o uso racional de medicamentos e possibilitar o efetivo controle do gasto da unidade. 
  • Destaca-se que o uso de kits é determinante para a organização e controle do fluxo operacional.
  • Assim, a distribuição dos insumos e medicamentos ocorrerá atendendo os pacientes através de um sistema de distribuição de medicamentos individualizado, com dispensação de dose unitária, para atender a necessidade de 06 horas. 
  • O material médico-hospitalar será organizado por kits, identificado com o nome do paciente e será retirado pelo profissional de enfermagem designado para o procedimento. Ao receber o kit, o profissional deverá conferir e assinar o formulário de recebimento. 
  • Este formulário deverá ser arquivado para conferência semanal do estoque.

MÉDICO PRESCREVE A MEDICAÇÃO

PRESCRIÇÃO CHEGA A FARMÁCIA

FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ A COLETA NO ESTOQUE

FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ CHECK-OUT NO ESTOQUE

FUNCIONÁRIO DA ENFERMAGEM FAZ A RETIRADA ASSINANDO O FORMULÁRIO DE RECEBIMENTO

  • A aquisição e estocagem dos materiais de penso, insumos laboratoriais, radiográficos e afins são de responsabilidade deste setor. 
  • Para o abastecimento dos setores com estes insumos, o pedido deverá ser realizado pelo profissional designado pela Coordenadoria Administrativa. 
  • A quantidade de insumos será avaliada com o objetivo de evitar estoque locais.
  • Diariamente os auxiliares de farmácia passarão pelos setores e postos de enfermagem recolhendo possíveis sobras de material ou medicamento. 
  • Este material recolhido será contado e recolocado no estoque da unidade. 

IMPORTANTE: Mensalmente será realizado o inventário da Unidade com vistas manter atualizado os dados de consumo dos itens, bem como organizar o consumo dos lotes mais antigos.

11. Manual de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição: Recebimento, Estocagem e Transporte de Medicamentos

Os medicamentos somente são eficazes se houver garantia de que, desde sua fabricação até a sua dispensação, sejam armazenados, transportados e manuseados em condições adequadas. Desta forma estarão preservadas a sua qualidade, eficácia e segurança.

As diretrizes de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição aplicam-se a todas as atividades relacionadas à distribuição e armazenamento produtos farmacêuticos nos almoxarifados visando à proteção da saúde da população.

Para melhor entendimento serão adotadas as seguintes definições:

  • Armazenamento: Conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que envolvem as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação, segurança e controle de estoque. 
  • Estocagem e guarda: estocar consiste em ordenar adequadamente os produtos em áreas apropriadas, de acordo com suas características e condições de conservação exigidas (termolábeis, psicofármacos, etc). 
  • Embalagem: envoltório, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou não, destinado a cobrir, embalar, envasar, proteger ou manter os produtos farmacêuticos. 
  • Produto farmacêutico: preparado que contém princípio(s) ativo(s) e os excipientes, formulados em uma forma farmacêutica e que passou por todas as fases de produção, acondicionamento, embalagem e rotulagem.
  • Lote: quantidade definida de um produto fabricado num ciclo de fabricação e cuja característica essencial é a homogeneidade. 
  • Número do lote: qualquer combinação de números ou letras através da qual se pode rastrear a história completa da fabricação desse lote e de distribuição no mercado. 
  • Área de ambiente controlado: sala onde a temperatura é mantida entre 15 e 30ºC para estocagem de produtos cujo acondicionamento primário não os protege da umidade. A umidade deve ser mantida entre 40 e 70%. 
  • Quente: qualquer temperatura entre 30 e 40ºC. 
  • Calor excessivo: qualquer temperatura acima de 40ºC. 
  • Resfriado: qualquer temperatura entre 8 e 15ºC. 
  • Frio: qualquer temperatura que não exceda a 8ºC. 
  • Refrigeração: lugar/espaço frio no qual a temperatura é mantida, através de termostato, entre 2 a 8ºC. 
  • Congelado: temperatura mantida, através de termostato, entre -20 a -10ºC. 
  • Distribuição: atividade que consiste no suprimento de medicamentos aos setores da unidade, em quantidade, qualidade e tempo oportuno, para posterior dispensação à população usuária.

12. Recursos Humanos

A responsabilidade técnica do almoxarifado de medicamentos deve ser assumida por um farmacêutico, que supervisionará e orientará as atividades da equipe de trabalho. Todo pessoal deve ser capacitado em Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição.

13. Recebimento

Receber é ato que implica em conferência. No recebimento verificamos se os medicamentos que foram entregues estão em conformidade com os requisitos estabelecidos, quanto à especificação, quantidade e qualidade.

A área de recebimento deve ser separada da área de armazenamento. O pessoal deve ser treinado para esta finalidade.

 

14. Estocagem

Os medicamentos serão armazenados somente após o recebimento oficial, de acordo com as instruções contidas neste manual.

15. Armazenamento de medicamentos termolábeis

Os almoxarifados devem dispor de câmaras frias, refrigeradores com temperatura controlada entre 2 e 8ºC, com registro diário. A estocagem deve ser feita separadamente, por lote e prazo de validade, com registro de todas as retiradas. 

As retiradas devem ser programadas visando diminuir as variações internas de temperatura. Os refrigeradores devem ser mantidos limpos e arrumados, e devem ser utilizados somente para medicamentos. Não devem ser acondicionados alimentos e nem bebidas.

16. Estocagem de medicamentos sob controle especial

A área de estocagem deve ser considerada de segurança máxima, com acesso apenas a pessoas autorizadas. As entradas e saídas dos medicamentos devem ser registradas em livros próprios, de acordo com a legislação específica, sob controle e responsabilidade do farmacêutico.

17. Estabilidade dos medicamentos

Os medicamentos são constituídos de fármacos com ação no organismo e para que se obtenha o máximo de benefícios desejados e o mínimo de efeitos adversos, o medicamento deve manter as características para o uso preservadas.

18. Controle de estoque

A atividade tem por objetivo manter informação confiável sobre níveis e movimentação física e financeira de estoques necessários ao atendimento da demanda, evitando-se a superposição de estoques ou desabastecimento do sistema. 

Para garantir um controle de estoque eficaz o Instituto informatizará o Almoxarifado.

19. Devolução

Registrar todas as devoluções, quantidade, lote, prazo de validade, procedência e motivos, verificando os aspectos da embalagem originais que devem estar em boas condições. 

Quando se tratar de termolábil ou psicotrópico, os cuidados devem ser especiais para a reintegração ao estoque.

20. Reclamações

Em caso de queixas técnicas ou observação de reações adversas a medicamentos, os produtos devem ser separados imediatamente. Deve ser feito registro e comunicação imediata, por escrito, para todas as unidades que receberam o lote.

Quando houver orientação para recolhimento, efetuar imediatamente e encaminhar para o órgão solicitante, devidamente identificado, com nome, lote e quantidades.

21. Descarte

O descarte, por motivos justificados, deve seguir as orientações do fabricante e dos órgãos públicos responsáveis por estas questões, considerando a proteção ambiental. 

Os produtos farmacêuticos (medicamentos vencidos, contaminados, interditados ou não utilizados) são resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido às suas características químicas.

Em publicação no D.O.U. de 05/03/2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabeleceu através da R.D.C. 33/03 o regulamento técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.

Pela proposta da ANVISA, os resíduos químicos são classificados em 8 subgrupos. Os medicamentos estão enquadrados nos três primeiros grupos:

  1. resíduos de medicamentos e insumos farmacêuticos quando vencidos, contaminados, apreendidos para descarte, parcialmente utilizados e demais medicamentos impróprios para consumo que oferecem risco; 
  2. mesma referência anterior, mas para medicamentos ou insumos farmacêuticos que, em função de seu princípio ativo e forma farmacêutica, não oferecem risco; 
  3. resíduos ou insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela portaria ms 344/98 e suas atualizações.

Toda instituição de saúde deve estabelecer um sistema de gerenciamento de resíduos para, entre outros, submeter os resíduos do tipo B da instrução do CONAMA ao tratamento e à disposição final específica, segundo exigências do órgão ambiental competente.

Para tanto deve ser consultada a norma da ABNT NBR 12.808/93 que trata dos resíduos de serviços de saúde.

a) Um sistema de gerenciamento de resíduos deve abordar, no mínimo, os seguintes itens:

  1. Identificação dos resíduos produzidos e seus efeitos na saúde e no ambiente; 
  2. Levantamento sobre o sistema e disposição final para os resíduos; 
  3. Estabelecimento de uma classificação dos resíduos segundo uma tipologia clara, que seja conhecida por todos; 
  4. Estabelecimento de normas e responsabilidades na gestão e eliminação dos resíduos; 
  5. Estudo de formas de redução dos resíduos produzidos;
  6. Utilização, de forma efetiva, dos meios de tratamento disponíveis.

 

22. Assistência Farmacêutica

  1. Subsidiar as atividades da Assistência Farmacêutica na programação, aquisição e distribuição; 
  2. Assegurar o suprimento, garantindo a regularidade do abastecimento; 
  3. Estabelecer quantidades necessárias e evitar perdas; 
  4. Ter procedimentos operacionais da rotina (procedimentos operacionais padrão) por escrito; 
  5. Ter registros de movimentação de estoque; 
  6. Fornecer informações precisas, claras e a contento, com rapidez, quando solicitadas; 
  7. Manter controle e arquivo dos dados organizados e atualizados.

23. Elementos de previsão de estoque

Para manter um dimensionamento correto dos estoques que atendam às necessidades, com regularidade no abastecimento, recomenda-se a utilização dos seguintes instrumentos:

  • Consumo médio mensal (CMM) – é a soma do consumo de medicamentos utilizados em determinado período de tempo dividida pelo número de meses da sua utilização. Quanto maior o período de coleta de dados, maior a segurança nos resultados. Saídas por empréstimo devem ser desconsideradas; 
  • Estoque mínimo (EMI) – é a quantidade mínima a ser mantida em estoque para atender o CMM, em determinado período de tempo, enquanto se processa o pedido de compra, considerando-se o tempo de reposição de cada produto; 
  • Estoque máximo (EMX) – é a quantidade máxima que deverá ser mantida em estoque, que corresponde ao estoque de reserva, mas a quantidade de reposição; 
  • Tempo de reposição (TR) – é o tempo decorrido entre a solicitação da compra e a entrega do produto, considerando a disponibilidade para a dispensação do medicamento. Os novos pedidos são feitos quando se atinge o Ponto de Requisição. A unidade de cálculo do TR (Tempo de Reposição) é o mês.
  • Se determinado medicamento demora 15 dias entre o pedido da compra e a entrega pelo fornecedor, o TR será igual a 1/2 (meio mês). Se demorar uma semana, TR será 1/4. Se demorar um mês, TR será igual a 01; Se levar dois meses, TR será 2.
  • Ponto de reposição (PR) – é a quantidade existente no estoque, que determina a emissão de um novo pedido;
  • Quantidade de reposição (QR) – é a quantidade de reposição de medicamentos que depende da periodicidade da aquisição.

QR = (CMM x TR + EMI) – EA

Onde EA = estoque atual

24. Inventário

É a contagem de todos os itens em estoque para verificar se a quantidade encontrada nas prateleiras coincide com os valores informados nas fichas de controle. Deve ser realizado, periodicamente, recomenda-se semanalmente, com amostras seletivas de 10 a 20% dos produtos em estoque e dos itens de maior rotatividade e registro das irregularidades encontradas.

É imprescindível a realização de inventário de todos os itens a cada seis meses.

25. Distribuição

A distribuição deve suprir as necessidades dos diversos setores, seguir um cronograma, evitar atrasos e desabastecimentos:

  • Estabelecer e divulgar o fluxo e cronograma da distribuição; 
  • Distribuir em quantidades corretas com qualidade; 
  • Transportar adequadamente; 
  • Controlar a distribuição e manter a situação físico-financeira atualizada e de forma eficiente; 
  • A periodicidade da distribuição deve considerar a capacidade e condições de armazenamento das unidades, bem como seu potencial de consumo;
  • A distribuição deve obedecer à regra “primeiro que vence, primeiro que sai (sistema PEPS)”; 
  • Elaborar cadernos de abastecimento de medicamentos para cada setor, conforme a complexidade dos serviços oferecidos; 
  • Estabelecer cronograma de abastecimento para os setores; 
  • Definir prazos de preenchimento e recebimento dos cadernos; analisar as solicitações do pedido; 
  • Verificar a quantidade solicitada, estoque existente e consumo, e estoque disponível no Almoxarifado de forma a atender a todos os setores; 
  • Após a conferência do livro dos setores, processar a distribuição; 
  • Conferir os pedidos, emitir Nota de Distribuição; 
  • Os produtos devem seguir com Termo de Não Conformidade no Recebimento (em duas vias); 
  • Retornar com as vias de recebimento devidamente assinadas, carimbadas e datadas e uma via do Termo de Não Conformidade no Recebimento preenchido.

26. Organização de Documentos

Manter todos os registros de movimentação e de irregularidades organizados, para rápida informação quando solicitada.

Manter sistema que permita a rastreabilidade dos produtos, de modo a possibilitar a sua localização, com vistas a um processo eficaz de intervenção, retirada ou devolução.

27. Remanejamento

Às vezes o empréstimo entre serviços municipais é uma solução imediata para evitar o desabastecimento ou para evitar perdas. Deve ser realizado somente após consulta e autorização da outra parte envolvida. Deve-se informar o item, a quantidade, o lote e o prazo de validade do medicamento em questão.

Deve seguir os mesmos fluxos de entrada e saída no controle de estoque, identificando a procedência. Os documentos devem ser mantidos organizados, assinados, datados e arquivados, identificando assim a movimentação efetuada.

Manter procedimentos de auto inspeção periódicos e registros de monitoração conforme a legislação. Manter Procedimentos Operacionais da Rotina por escrito e de fácil acesso

28. Limpeza e conservação

O local de trabalho e a área de armazenamento devem ser mantidos limpos e isentos de pó e contaminação, insetos e roedores.

É proibido fumar, comer, beber (deve ter local específico para este fim). O lixo deverá ser depositado em recipientes especiais com tampa e deverão ser esvaziados e limpos fora da área de armazenamento seguindo as especificações de reciclagem. Todos os trabalhadores deverão utilizar uniformes e crachá de identificação.

Procedimento Operacional Padrão - POP

O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade sejam padronizadas e executadas conforme o planejado.

CFF

Conselho Federal de Farmácia

Legislação

RESOLUÇÃO Nº 596 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2014
Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras Providências.
Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.
Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, e dá outras Providências.

Desenvolvido por: etal Comunica.

SISTEMA

Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

Indicadores

Monitoramento e indicadores para prescrição segura de medicamentos

O processo da prescrição deve estar padronizado e com o respectivo procedimento operacional padrão escrito, atualizado, validado, divulgado e disponível em local de fácil acesso;

As prescrições devem ser revisadas por farmacêutico antes de serem dispensadas;

Os erros de prescrição devem ser notificados ao Núcleo de Segurança do Paciente.

O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de prescrição de medicamentos.

Indicador:

Nome do indicador

Taxa de erros na prescrição de medicamentos.

Objetivo do indicador

Monitorar a ocorrência de erros na atividade de prescrição de medicamentos.

Fórmula do indicador

n° medicamentos prescritos com erros x 100

————————————————————

n° medicamentos prescritos

Periodicidade mínima de verificação

Mensal

Explicação da fórmula

Nº de medicamentos prescritos com erro: são os medicamentos prescritos faltando dose, forma farmacêutica, via de administração, posologia, tempo de infusão, diluente, volume, velocidade de infusão, e abreviaturas contraindicadas.

N° total de medicamentos prescritos: são todos os medicamentos prescritos em um determinado período de tempo.

Fonte de Informação

Prescrição (eletrônica, pré-digitada ou manual), protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.

Coleta de dados

Elaborar planilha para registro do número total de erros de prescrição e o número de medicamentos prescritos, utilizando a classificação de erros de prescrição. Totalizar os dados e aplicar a fórmula.

Observações

Em farmácias com sistemas informatizados, estes poderão ser preparados para emitir relatório com as informações necessárias para a aplicação da fórmula do indicador.

Responsável

Farmacêutico

Monitoramento e indicadores para a dispensação segura

A farmácia deve registrar e notificar erros de dispensação ao Núcleo de Segurança do Paciente.

O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de separação/dispensação de medicamentos para atendimento ao paciente.

Indicador:

Nome do indicador

Taxa de erros na dispensação de medicamentos.

Objetivo do indicador

Monitorar a ocorrência de erros na atividade de separação/dispensação de medicamentos para atendimento ao paciente.

Fórmula do indicador

n° medicamentos dispensados com erros x 100

————————————————————

n° medicamentos dispensados

Periodicidade mínima de verificação

Mensal

Explicação da fórmula

N° de medicamentos dispensados com erro de omissão, concentração/forma farmacêutica erradas ou medicamento errado. São erros de omissão quando o medicamento é prescrito, mas nenhuma dose (unidade) é dispensada ou o número de doses dispensadas é menor que o prescrito. São erros de concentração/forma farmacêutica quando o medicamento é dispensado em concentração diferente (maior ou menor) ou forma farmacêutica diferente daquela prescrita. O erro chamado medicamento errado ocorre quando prescrito um medicamento e dispensado outro, podendo estar associado a medicamentos com nome ou pronúncia similares, sendo possível a troca no momento da dispensação.

N° total de medicamentos dispensados: todos os medicamentos dispensados em determinado período de tempo.

Fonte de Informação

Prescrição médica ou odontológica (eletrônica, transcrita ou manual)

Coleta de dados

Elaborar planilha para registro do número total de medicamentos dispensados e dos medicamentos dispensados com erro de omissão, concentração, forma farmacêutica e medicamento errado.

Observações

Em farmácias com sistemas informatizados, este poderão ser preparados para emitirem relatório com as informações necessárias para a aplicação da fórmula do indicador.

Responsável

Farmacêutico

Monitoramento e indicador para a administração segura de medicamento

Os eventos adversos relacionados à administração de medicamentos devem ser notificados ao Núcleo de Segurança do Paciente.

O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de administração de medicamentos para atendimento ao paciente.

Indicador:

Nome do indicador

Taxa de erros na administração de medicamentos.

Objetivo do indicador

Monitorar a ocorrência de erros na atividade de administração de medicamentos para atendimento ao paciente.

Fórmula do indicador

n° medicamentos administrados com erros x 100

————————————————————

n° medicamentos administrados

Periodicidade mínima de verificação

Mensal

Explicação da fórmula

N° de medicamentos prescritos mas não administrados (erro de omissão): são os itens prescritos mas não administrados (checados).

N° total de medicamentos administrados: todos os medicamentos prescritos em um determinado período de tempo.

Fonte de Informação

Registros de enfermagem na prescrição médica ou odontológica (eletrônica, transcrita ou manual).

Coleta de dados

Elaborar planilha para registro do número total de medicamentos prescritos mas não administrados dividido pelo número total de medicamentos prescritos. Totalizar os dados e aplicar a fórmula.

Responsável

Farmacêutico

Normas e Rotinas

1. Perfil

A Farmácia tem a finalidade de prestar assistência farmacêutica aos profissionais médicos e enfermeiros na administração de medicamentos, armazenar, dispensar e controlar medicamentos e produtos afins utilizados na unidade. É também responsável pela informação técnica, científica e controle de qualidade de medicamentos e correlatos utilizados pela unidade.

2. Atribuições Gerais 

  • Assessorar o corpo clínico com relação aos aspectos farmacológicos dos medicamentos; 
  • Estabelecer um sistema de recebimento, estocagem e distribuição de medicamentos, seguro e eficiente, capaz de suprir as unidades de assistência com os medicamentos prescritos pelo corpo clínico da unidade; 
  • Exercer de forma efetiva o gerenciamento do estoque de medicamentos e produtos afins, mantendo registro de consumo, perda e extravio de medicamentos; 
  • Controlar a movimentação de medicamentos e correlatos, e em especial, dos entorpecentes e psicotrópicos; 
  • Aviar as receitas formuladas pelo corpo clínico da unidade; 
  • Colaborar em pesquisas de assuntos farmacêuticos; 
  • Assessorar no controle de qualidade dos produtos químicos adquiridos para utilização na unidade.

A Unidade de Farmácia será regida com base na Padronização de Medicamentos. Esta é uma listagem dos fármacos disponíveis identificados pela nomenclatura genérica (nome farmacológico), conforme Denominação Comum Brasileira (DCB) e acrescida pelas formas de apresentação, concentrações, e suas respectivas indicações. 

A padronização objetiva facilitar a prescrição médica, otimizar recursos e qualificar a assistência por meio de orientação e informações ao corpo técnico.

3. Rotinas / Fluxo Operacional

A Unidade de Farmácia será um órgão de abrangência assistencial e administrativa, onde serão desenvolvidas atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos à unidade de saúde. Será igualmente responsável pela orientação de usuários internos e ambulatoriais, visando sempre à eficácia da terapêutica, além da redução dos custos. Servirá ao usuário, objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. 

a) O fornecimento de medicamentos incluirá:

  • Conhecimento da dinâmica da demanda; 
  • Aquisição de medicamentos e matérias primas, produção e transformação de medicamentos; 
  • Sequência logística da administração, controle de estoques e relatórios gerenciais; 
  • Controle de qualidade; 
  • Sistema racional de distribuição de fármacos.

b) A eficácia terapêutica depende do bom funcionamento dos seguintes aspectos:

  • Acompanhamento e discussão permanente, com os profissionais envolvidos, sobre a mais adequada utilização dos medicamentos e possíveis resultados do tratamento; 
  • Disposição e fornecimento de informações sobre conservação, dosagem, substitutos similares (genéricos), interações, efeitos colaterais;
  • Manutenção de sistemas de farmacovigilância; 
  • Reciclagem e educação continuada dos funcionários.

4. Atividades

a) Caberá à Unidade de Farmácia da Unidade

  • Atuar nas comissões Hospitalares (padronização de medicamentos e controle de infecção Hospitalar); 
  • Orientar a compra de medicamentos; 
  • Controle de eficácia terapêutica e da qualidade; 
  • Controlar medicamentos entorpecentes e psicotrópicos, de acordo com a Lei; 
  • Emitir relatórios técnicos e administrativos; 
  • Fornecer medicamentos aos usuários internados; 
  • Informar sobre medicamentos; 
  • Orientar os usuários; 
  • Promover a estocagem de medicamentos em condições adequadas; 
  • Promover a manipulação de medicamentos; 
  • Registrar a movimentação do estoque.

5. Dispensação e distribuição

Estende-se por dispensação de medicamentos o ato farmacêutico associado à entrega e distribuição mediante análise prévia das prescrições médicas, de modo a oferecer informações da boa atualização da Farmácia, bem como da preparação das doses que devem ser administradas. A ordem de dispensação obedecerá a norma do estoque mais antigo em primeiro lugar.

A medicação será dispensada em dose individualizada, que consiste no atendimento individualizado das prescrições, no qual a medicação é fornecida por um período, em geral, de 24 horas. 

Este método tem como vantagens a diminuição dos erros de medicação, dos estoques setoriais, melhorando a conservação de medicamentos; e das perdas e desvios. 

Será utilizado o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária que consiste em dispensar, a partir da interpretação da ordem médica por parte do farmacêutico, as doses de medicamentos necessárias para cada usuário, previamente preparadas para que cubram um período determinado. 

Com este método as doses são preparadas na medida exata para cada medicamento e usuário. Diminui-se o número de erros de medicação; a enfermeira não tem que fazer o pedido nem prepara a medicação que deve administrar aos usuários; a enfermagem se sente apoiada pela Unidade de Farmácia e pode dedicar mais tempo aos enfermos; o farmacêutico se integra na equipe assistencial, conseguindo, desta forma, a possibilidade de incidir na racionalização do uso dos medicamentos; pode haver maior conhecimento do custo da medicação por enfermo; e é possível o aumento da segurança e qualidade terapêutica do usuário.

5.1. Almoxarifado de Medicamentos

O Serviço de Almoxarifado tem a finalidade de gerenciamento dos suprimentos, representados pelos materiais permanentes e de consumo. As unidades de saúde têm a responsabilidade do planejamento dos suprimentos, desde a previsão de consumo, procedimentos de aquisição e garantia da integridade dos produtos utilizados através do correto acondicionamento e movimentação dos mesmos até a gestão dos estoques e dispensação às áreas requisitantes.

6. Organização

A Unidade de Suprimentos tem sob sua responsabilidade as atividades das seguintes áreas:

  • Compras 
  • Almoxarifado

7. Atribuições Gerais

  • Prever o consumo de material, a fim de proceder a aquisição e distribuição de material em tempo adequado, garantindo assim um bom nível de serviço prestado a todas as áreas; 
  • Comprar suprimentos em condições competitivas, mais favoráveis e econômicas e receber todos os itens de material utilizados na unidade; 
  • Estocar e distribuir de forma eficiente todos os itens existentes e utilizados na unidade. Observação: com exceção dos gêneros alimentícios perecíveis, gerenciados pelo Serviço de nutrição, ou medicamentos e drogas, gerenciados pela Farmácia; 
  • Manter controle dos itens e da sua movimentação interna, através da codificação e padronização de material estocado; 
  • Manter o registro centralizado e atualizado das entradas e saídas de todos os materiais; 
  • Notificar a Direção Administrativa Financeira com Relatórios de Consumo e suas respectivas previsões.

8. Atribuições específicas da área de compras

  • Adquirir novos produtos e conhecer novos fornecedores no mercado de material médico e insumos;
  • Estabelecer e manter atualizado um cadastro geral de materiais; 
  • Estabelecer e manter atualizado um cadastro de fornecedores; 
  • Emitir as tomadas de preços ou diretamente contatar os fornecedores e identificar as melhores condições de fornecimento; 
  • Obedecer às especificações técnicas dos materiais a serem adquiridos; 
  • Efetuar todas as compras em nome da instituição; 
  • Desenvolver os meios de transporte das mercadorias, caso seja necessário, assim como as respectivas empresas prestadoras desses serviços; 
  • Manter a Direção da unidade sempre informada quanto aos problemas de aquisição e/ou atrasos de entrega dos materiais comprados pela Instituição; 
  • Garantir o suprimento constante de todos os recursos materiais necessários ao funcionamento da unidade.

9. Atribuições Específicas do Almoxarifado:

  • Receber e verificar todos os materiais comprados, conferindo sua qualidade, quantidade e especificações técnicas; 
  • Realizar a devolução aos fornecedores, quando, em qualquer situação de recebimento for identificado divergências quantitativas, qualitativas e de especificação técnica dos materiais; 
  • Estabelecer e manter atualizados os arquivos a respeito do recebimento e distribuição de material; 
  • Enviar os gêneros alimentícios perecíveis ao Serviço de Nutrição para sua verificação e correta estocagem; 
  • Informar às áreas requisitantes o devido recebimento de seus pedidos;
  • Proporcionar uma correta armazenagem dos materiais, respeitando as características técnicas e geométricas (volume) a fim de se evitar possíveis avarias e deterioração; 
  • Solicitar a compra de materiais que se fizerem necessários, momento este quando identificado o Ponto de Ressuprimento do produto estocado, a fim de garantir estoque suficiente para abastecimento da unidade; 
  • Manter a organização do depósito de materiais em perfeita harmonia com as condições ideais de trabalho, com as respectivas sinalizações, indicações, regras de segurança, e principalmente, a higienização e eliminação de materiais deteriorados ou vencidos.

10. Rotinas e Protocolos Referentes ao Processo de Armazenamento e Dispensação de Medicações.

Os medicamentos são de suma importância para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida da população. Desta forma, as condições de estocagem, distribuição e transporte desempenham papel fundamental para a manutenção dos padrões de qualidade dos medicamentos. 

A Assistência Farmacêutica conceituada como “grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade”, desempenha papel essencial para a saúde. 

Esta estratégia visa oferecer diretrizes e procedimentos básicos que possam assegurar a qualidade e a segurança dos medicamentos estocados e distribuídos, dentro das dependências da unidade. 

Os almoxarifados devem ser estruturados para desempenhar as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação e controle de estoque. Dentro deste contexto, para o melhor desempenho de suas atribuições, o almoxarifado deve ser construído conforme as orientações que seguem.

  1. 1. A localização do almoxarifado deve ser planejada, em função da logística de distribuição, ou seja, que o mesmo tenha localização estratégica em relação aos setores da unidade que serão abastecidos. 
  2. 2. A área física deverá ser projetada de acordo com a demanda de cada unidade. 
  3. 3. A estrutura física externa deve ter espaço suficiente para a manobra dos caminhões que farão a entrega dos produtos. Deve conter plataforma para carga e descarga, com altura correspondente à base da carroceria de um caminhão, o que corresponde a aproximadamente 100 cm. Esta área de carga e descarga deve ter cobertura, para evitar a incisão direta de luz sobre os produtos durante a descarga e, eventualmente, chuva.

O local deve possuir rampas que permitam facilidade de locomoção dos carrinhos contendo os produtos e devem ser estabelecidos procedimentos especiais para o recebimento em dias chuvosos.

As portas externas devem ser confeccionadas em aço e em tamanho adequado para a passagem dos caminhões.

A iluminação externa deve ser considerada como medida de segurança, deve apresentar bom estado de conservação: isento de rachaduras, pinturas descascadas, infiltrações, etc.

Estrutura física interna – As instalações devem ser projetadas de acordo com o volume operacional do almoxarifado. Mas as condições físicas devem ser observadas qualquer que seja o tamanho do mesmo:

  • Piso – deve ser plano, de fácil limpeza e resistente para suportar o peso dos produtos e a movimentação dos equipamentos; 
  • Paredes – devem ser pintadas com cor clara, lavável e devem apresentar-se isentas de infiltrações e umidade. Pelo menos uma das quatro paredes deve receber ventilação direta, através de abertura localizada, no mínimo, a 210 cm do piso. Esta abertura deve estar protegida com tela metálica para evitar a entrada de insetos, pássaros, roedores, etc; 
  • Portas – de preferência esmaltadas ou de alumínio, contendo fechadura e/ou cadeado; 
  • Sinalização interna – As áreas e estantes, além dos locais dos extintores de incêndio, precisam ser identificadas; 
  • Instalações elétricas – devem ser mantidas em bom estado, evitando-se o uso de adaptadores. O quadro de força deve ficar externo à área de estocagem e as fiações devem estar em tubulações apropriadas. É sempre bom lembrar que os curtos-circuitos são as causas da maioria dos incêndios. 
  • Equipamentos – Os equipamentos devem ser pensados em função do espaço físico e do volume operacional do almoxarifado. 
  • Estantes – são adequadas para medicamentos desembalados ou acondicionados em pequenas caixas. As estantes modulares de aço ou de madeira revestida por fórmica são mais indicadas porque permitem fácil manuseio. A profundidade ideal é de 60 cm, podendo ser de 40 cm em alguns casos. As tintas utilizadas nas estantes devem ter secagem rápida, para que não fiquem impregnadas nas embalagens;
  • Estrados – são apropriados para caixas maiores, não devem ultrapassar 120 cm no lado maior; 
  • Escadas – para movimentação dos estoques quando os medicamentos estiverem desembalados ou acondicionados em caixas menores; 
  • Carrinhos para transporte – a escolha dos mesmos depende do volume operacional do almoxarifado; 
  • Sistema de condicionamento de ar – utilizado para o controle adequado da temperatura nos locais de armazenagem de medicamentos. Devem ser pensados em função das condições dos ambientes. As temperaturas se elevam muito no verão, desta forma, a instalação deste sistema deve ser considerada; 
  • Ventiladores – na impossibilidade de instalação de aparelhos de ar condicionado, deve ser previsto o uso de ventiladores; 
  • Exaustores – são úteis porque ajudam na ventilação do ambiente; 
  • Termômetros – são recomendados os termômetros que registram as temperaturas máximas e mínimas para a medição na área de estocagem. Também devem ser usados termômetros adequados para a medição das temperaturas das câmaras frias ou refrigeradores; 
  • Higrômetro – usado para a medição da umidade nas áreas de armazenamento; 
  • Armários de aço com chave – destinados ao armazenamento de medicamentos sujeitos a controle especial, quando o volume estocado é pequeno. No geral é preferível dispor de sala fechada para este fim; 
  • Extintores de incêndio – devem ser adequados aos tipos de materiais armazenados e devem estar fixados nas paredes e sinalizados conforme normas vigentes. É recomendável a consulta ao Corpo de Bombeiros sobre os locais apropriados para a instalação dos mesmos, bem como sobre a sinalização e especificações necessárias. Devem ter ficha de controle de inspeção e etiqueta de identificação contendo a data da recarga; 
  • Refrigerador – para estocagem entre 2 e 8ºC; 
  • Além de outros materiais necessários para o bom funcionamento da unidade como: Caixas plásticas para transporte, caixas de isopor para transporte, cesto com tampa, lacres, armários, escrivaninhas e cadeiras, computadores com acesso à internet e impressoras.

a) Fluxo

 

Figura 1 Fluxo de Dispensação de Medicamentos

 

Farmacia FLuxo

Fonte: Manual do Gestor Hospitalar, Federação brasileira de Hospitais

 

  • O material médico-hospitalar e os medicamentos serão liberados mediante prescrição registrada em prontuários. O fluxo previsto para operacionalizar a dispensação deverá ser seguido com vistas a evitar o desperdício, o uso racional de medicamentos e possibilitar o efetivo controle do gasto da unidade. 
  • Destaca-se que o uso de kits é determinante para a organização e controle do fluxo operacional.
  • Assim, a distribuição dos insumos e medicamentos ocorrerá atendendo os pacientes através de um sistema de distribuição de medicamentos individualizado, com dispensação de dose unitária, para atender a necessidade de 06 horas. 
  • O material médico-hospitalar será organizado por kits, identificado com o nome do paciente e será retirado pelo profissional de enfermagem designado para o procedimento. Ao receber o kit, o profissional deverá conferir e assinar o formulário de recebimento. 
  • Este formulário deverá ser arquivado para conferência semanal do estoque.

MÉDICO PRESCREVE A MEDICAÇÃO

PRESCRIÇÃO CHEGA A FARMÁCIA

FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ A COLETA NO ESTOQUE

FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ CHECK-OUT NO ESTOQUE

FUNCIONÁRIO DA ENFERMAGEM FAZ A RETIRADA ASSINANDO O FORMULÁRIO DE RECEBIMENTO

  • A aquisição e estocagem dos materiais de penso, insumos laboratoriais, radiográficos e afins são de responsabilidade deste setor. 
  • Para o abastecimento dos setores com estes insumos, o pedido deverá ser realizado pelo profissional designado pela Coordenadoria Administrativa. 
  • A quantidade de insumos será avaliada com o objetivo de evitar estoque locais.
  • Diariamente os auxiliares de farmácia passarão pelos setores e postos de enfermagem recolhendo possíveis sobras de material ou medicamento. 
  • Este material recolhido será contado e recolocado no estoque da unidade. 

IMPORTANTE: Mensalmente será realizado o inventário da Unidade com vistas manter atualizado os dados de consumo dos itens, bem como organizar o consumo dos lotes mais antigos.

11. Manual de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição: Recebimento, Estocagem e Transporte de Medicamentos

Os medicamentos somente são eficazes se houver garantia de que, desde sua fabricação até a sua dispensação, sejam armazenados, transportados e manuseados em condições adequadas. Desta forma estarão preservadas a sua qualidade, eficácia e segurança.

As diretrizes de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição aplicam-se a todas as atividades relacionadas à distribuição e armazenamento produtos farmacêuticos nos almoxarifados visando à proteção da saúde da população.

Para melhor entendimento serão adotadas as seguintes definições:

  • Armazenamento: Conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que envolvem as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação, segurança e controle de estoque. 
  • Estocagem e guarda: estocar consiste em ordenar adequadamente os produtos em áreas apropriadas, de acordo com suas características e condições de conservação exigidas (termolábeis, psicofármacos, etc). 
  • Embalagem: envoltório, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou não, destinado a cobrir, embalar, envasar, proteger ou manter os produtos farmacêuticos. 
  • Produto farmacêutico: preparado que contém princípio(s) ativo(s) e os excipientes, formulados em uma forma farmacêutica e que passou por todas as fases de produção, acondicionamento, embalagem e rotulagem.
  • Lote: quantidade definida de um produto fabricado num ciclo de fabricação e cuja característica essencial é a homogeneidade. 
  • Número do lote: qualquer combinação de números ou letras através da qual se pode rastrear a história completa da fabricação desse lote e de distribuição no mercado. 
  • Área de ambiente controlado: sala onde a temperatura é mantida entre 15 e 30ºC para estocagem de produtos cujo acondicionamento primário não os protege da umidade. A umidade deve ser mantida entre 40 e 70%. 
  • Quente: qualquer temperatura entre 30 e 40ºC. 
  • Calor excessivo: qualquer temperatura acima de 40ºC. 
  • Resfriado: qualquer temperatura entre 8 e 15ºC. 
  • Frio: qualquer temperatura que não exceda a 8ºC. 
  • Refrigeração: lugar/espaço frio no qual a temperatura é mantida, através de termostato, entre 2 a 8ºC. 
  • Congelado: temperatura mantida, através de termostato, entre -20 a -10ºC. 
  • Distribuição: atividade que consiste no suprimento de medicamentos aos setores da unidade, em quantidade, qualidade e tempo oportuno, para posterior dispensação à população usuária.

12. Recursos Humanos

A responsabilidade técnica do almoxarifado de medicamentos deve ser assumida por um farmacêutico, que supervisionará e orientará as atividades da equipe de trabalho. Todo pessoal deve ser capacitado em Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição.

13. Recebimento

Receber é ato que implica em conferência. No recebimento verificamos se os medicamentos que foram entregues estão em conformidade com os requisitos estabelecidos, quanto à especificação, quantidade e qualidade.

A área de recebimento deve ser separada da área de armazenamento. O pessoal deve ser treinado para esta finalidade.

 

14. Estocagem

Os medicamentos serão armazenados somente após o recebimento oficial, de acordo com as instruções contidas neste manual.

15. Armazenamento de medicamentos termolábeis

Os almoxarifados devem dispor de câmaras frias, refrigeradores com temperatura controlada entre 2 e 8ºC, com registro diário. A estocagem deve ser feita separadamente, por lote e prazo de validade, com registro de todas as retiradas. 

As retiradas devem ser programadas visando diminuir as variações internas de temperatura. Os refrigeradores devem ser mantidos limpos e arrumados, e devem ser utilizados somente para medicamentos. Não devem ser acondicionados alimentos e nem bebidas.

16. Estocagem de medicamentos sob controle especial

A área de estocagem deve ser considerada de segurança máxima, com acesso apenas a pessoas autorizadas. As entradas e saídas dos medicamentos devem ser registradas em livros próprios, de acordo com a legislação específica, sob controle e responsabilidade do farmacêutico.

17. Estabilidade dos medicamentos

Os medicamentos são constituídos de fármacos com ação no organismo e para que se obtenha o máximo de benefícios desejados e o mínimo de efeitos adversos, o medicamento deve manter as características para o uso preservadas.

18. Controle de estoque

A atividade tem por objetivo manter informação confiável sobre níveis e movimentação física e financeira de estoques necessários ao atendimento da demanda, evitando-se a superposição de estoques ou desabastecimento do sistema. 

Para garantir um controle de estoque eficaz o Instituto informatizará o Almoxarifado.

19. Devolução

Registrar todas as devoluções, quantidade, lote, prazo de validade, procedência e motivos, verificando os aspectos da embalagem originais que devem estar em boas condições. 

Quando se tratar de termolábil ou psicotrópico, os cuidados devem ser especiais para a reintegração ao estoque.

20. Reclamações

Em caso de queixas técnicas ou observação de reações adversas a medicamentos, os produtos devem ser separados imediatamente. Deve ser feito registro e comunicação imediata, por escrito, para todas as unidades que receberam o lote.

Quando houver orientação para recolhimento, efetuar imediatamente e encaminhar para o órgão solicitante, devidamente identificado, com nome, lote e quantidades.

21. Descarte

O descarte, por motivos justificados, deve seguir as orientações do fabricante e dos órgãos públicos responsáveis por estas questões, considerando a proteção ambiental. 

Os produtos farmacêuticos (medicamentos vencidos, contaminados, interditados ou não utilizados) são resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido às suas características químicas.

Em publicação no D.O.U. de 05/03/2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabeleceu através da R.D.C. 33/03 o regulamento técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.

Pela proposta da ANVISA, os resíduos químicos são classificados em 8 subgrupos. Os medicamentos estão enquadrados nos três primeiros grupos:

  1. resíduos de medicamentos e insumos farmacêuticos quando vencidos, contaminados, apreendidos para descarte, parcialmente utilizados e demais medicamentos impróprios para consumo que oferecem risco; 
  2. mesma referência anterior, mas para medicamentos ou insumos farmacêuticos que, em função de seu princípio ativo e forma farmacêutica, não oferecem risco; 
  3. resíduos ou insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela portaria ms 344/98 e suas atualizações.

Toda instituição de saúde deve estabelecer um sistema de gerenciamento de resíduos para, entre outros, submeter os resíduos do tipo B da instrução do CONAMA ao tratamento e à disposição final específica, segundo exigências do órgão ambiental competente.

Para tanto deve ser consultada a norma da ABNT NBR 12.808/93 que trata dos resíduos de serviços de saúde.

a) Um sistema de gerenciamento de resíduos deve abordar, no mínimo, os seguintes itens:

  1. Identificação dos resíduos produzidos e seus efeitos na saúde e no ambiente; 
  2. Levantamento sobre o sistema e disposição final para os resíduos; 
  3. Estabelecimento de uma classificação dos resíduos segundo uma tipologia clara, que seja conhecida por todos; 
  4. Estabelecimento de normas e responsabilidades na gestão e eliminação dos resíduos; 
  5. Estudo de formas de redução dos resíduos produzidos;
  6. Utilização, de forma efetiva, dos meios de tratamento disponíveis.

 

22. Assistência Farmacêutica

  1. Subsidiar as atividades da Assistência Farmacêutica na programação, aquisição e distribuição; 
  2. Assegurar o suprimento, garantindo a regularidade do abastecimento; 
  3. Estabelecer quantidades necessárias e evitar perdas; 
  4. Ter procedimentos operacionais da rotina (procedimentos operacionais padrão) por escrito; 
  5. Ter registros de movimentação de estoque; 
  6. Fornecer informações precisas, claras e a contento, com rapidez, quando solicitadas; 
  7. Manter controle e arquivo dos dados organizados e atualizados.

23. Elementos de previsão de estoque

Para manter um dimensionamento correto dos estoques que atendam às necessidades, com regularidade no abastecimento, recomenda-se a utilização dos seguintes instrumentos:

  • Consumo médio mensal (CMM) – é a soma do consumo de medicamentos utilizados em determinado período de tempo dividida pelo número de meses da sua utilização. Quanto maior o período de coleta de dados, maior a segurança nos resultados. Saídas por empréstimo devem ser desconsideradas; 
  • Estoque mínimo (EMI) – é a quantidade mínima a ser mantida em estoque para atender o CMM, em determinado período de tempo, enquanto se processa o pedido de compra, considerando-se o tempo de reposição de cada produto; 
  • Estoque máximo (EMX) – é a quantidade máxima que deverá ser mantida em estoque, que corresponde ao estoque de reserva, mas a quantidade de reposição; 
  • Tempo de reposição (TR) – é o tempo decorrido entre a solicitação da compra e a entrega do produto, considerando a disponibilidade para a dispensação do medicamento. Os novos pedidos são feitos quando se atinge o Ponto de Requisição. A unidade de cálculo do TR (Tempo de Reposição) é o mês.
  • Se determinado medicamento demora 15 dias entre o pedido da compra e a entrega pelo fornecedor, o TR será igual a 1/2 (meio mês). Se demorar uma semana, TR será 1/4. Se demorar um mês, TR será igual a 01; Se levar dois meses, TR será 2.
  • Ponto de reposição (PR) – é a quantidade existente no estoque, que determina a emissão de um novo pedido;
  • Quantidade de reposição (QR) – é a quantidade de reposição de medicamentos que depende da periodicidade da aquisição.

QR = (CMM x TR + EMI) – EA

Onde EA = estoque atual

24. Inventário

É a contagem de todos os itens em estoque para verificar se a quantidade encontrada nas prateleiras coincide com os valores informados nas fichas de controle. Deve ser realizado, periodicamente, recomenda-se semanalmente, com amostras seletivas de 10 a 20% dos produtos em estoque e dos itens de maior rotatividade e registro das irregularidades encontradas.

É imprescindível a realização de inventário de todos os itens a cada seis meses.

25. Distribuição

A distribuição deve suprir as necessidades dos diversos setores, seguir um cronograma, evitar atrasos e desabastecimentos:

  • Estabelecer e divulgar o fluxo e cronograma da distribuição; 
  • Distribuir em quantidades corretas com qualidade; 
  • Transportar adequadamente; 
  • Controlar a distribuição e manter a situação físico-financeira atualizada e de forma eficiente; 
  • A periodicidade da distribuição deve considerar a capacidade e condições de armazenamento das unidades, bem como seu potencial de consumo;
  • A distribuição deve obedecer à regra “primeiro que vence, primeiro que sai (sistema PEPS)”; 
  • Elaborar cadernos de abastecimento de medicamentos para cada setor, conforme a complexidade dos serviços oferecidos; 
  • Estabelecer cronograma de abastecimento para os setores; 
  • Definir prazos de preenchimento e recebimento dos cadernos; analisar as solicitações do pedido; 
  • Verificar a quantidade solicitada, estoque existente e consumo, e estoque disponível no Almoxarifado de forma a atender a todos os setores; 
  • Após a conferência do livro dos setores, processar a distribuição; 
  • Conferir os pedidos, emitir Nota de Distribuição; 
  • Os produtos devem seguir com Termo de Não Conformidade no Recebimento (em duas vias); 
  • Retornar com as vias de recebimento devidamente assinadas, carimbadas e datadas e uma via do Termo de Não Conformidade no Recebimento preenchido.

26. Organização de Documentos

Manter todos os registros de movimentação e de irregularidades organizados, para rápida informação quando solicitada.

Manter sistema que permita a rastreabilidade dos produtos, de modo a possibilitar a sua localização, com vistas a um processo eficaz de intervenção, retirada ou devolução.

27. Remanejamento

Às vezes o empréstimo entre serviços municipais é uma solução imediata para evitar o desabastecimento ou para evitar perdas. Deve ser realizado somente após consulta e autorização da outra parte envolvida. Deve-se informar o item, a quantidade, o lote e o prazo de validade do medicamento em questão.

Deve seguir os mesmos fluxos de entrada e saída no controle de estoque, identificando a procedência. Os documentos devem ser mantidos organizados, assinados, datados e arquivados, identificando assim a movimentação efetuada.

Manter procedimentos de auto inspeção periódicos e registros de monitoração conforme a legislação. Manter Procedimentos Operacionais da Rotina por escrito e de fácil acesso

28. Limpeza e conservação

O local de trabalho e a área de armazenamento devem ser mantidos limpos e isentos de pó e contaminação, insetos e roedores.

É proibido fumar, comer, beber (deve ter local específico para este fim). O lixo deverá ser depositado em recipientes especiais com tampa e deverão ser esvaziados e limpos fora da área de armazenamento seguindo as especificações de reciclagem. Todos os trabalhadores deverão utilizar uniformes e crachá de identificação.

Procedimento Operacional Padrão - POP

O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade sejam padronizadas e executadas conforme o planejado.

CFF

Conselho Federal de Farmácia

Legislação

RESOLUÇÃO Nº 596 DE 21 DE FEVEREIRO DE 2014
Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras Providências.
Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas.
Dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos, e dá outras Providências.

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SISTEMA

Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

  • Assistir ao Enfermeiro no planejamento, programação e orientação das atividades de enfermagem, na prestação de cuidados diretos de enfermagem em estado grave, na prevenção e no controle sistemático da infecção hospitalar, na prevenção e controle de danos físicos que possam ser causados a pacientes durante a assistência de saúde; 
  • Executar atividades de assistência de enfermagem na saúde do idoso, do adulto, da mulher, do adolescente, da criança e do recém-nascido, excetuadas as privativas do Enfermeiro;
  • Prestar cuidados de enfermagem intra e extra hospitalar; 
  • Executar atividades de desinfecção e esterilização;
  • Organizar o ambiente de trabalho e dar continuidade aos plantões;
  • Trabalhar em conformidade às boas práticas, normas e procedimentos de biossegurança.

O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), no uso das atribuições que lhe são conferidas na Lei n° 6.583, de 20 de outubro de 1978, no Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980, no Regimento Interno, ouvidos os Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRN), e, tendo em vista o que foi deliberado na 322ª Reunião Plenária Ordinária, realizada nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro de 2018.

O Conselho Federal de Nutricionistas, no uso das atribuições que lhe confere a Lei n° 6.583, de 20 de outubro de 1978, regulamentada pelo Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980, e tendo em vista o disposto na Resolução CFN n° 227, de 24 de outubro de 1999, com a redação que lhe deu a Resolução CFN n° 312, de 28 de julho de 2003; e

Considerando o disposto no art. 9°, inciso XI da Lei n° 6.583, de 1978 e no art. 6°, inciso XII, do Decreto n° 84.444, de 1980;

Considerando a deliberação do Plenário do CFN em sua 152ª Reunião Plenária, Ordinária, realizada no período de 15, 16 e 18 de dezembro de 2003,

CFN

Conselho Federal de Nutrição

1. É objetivo do Nutricionista

  • Normatizar as indicações, uso e controle do suporte nutricional;
  • Divulgar os conhecimentos sobre suporte nutricional aos profissionais da área de saúde;
  • Promover a profilaxia da desnutrição nos pacientes internados do hospital;
  • Racionalizar custo/benefício maximizando os benefícios e minimizando as complicações.

2. Atribuições

  • Planejar e elaborar cardápio das refeições servidas aos pacientes, adequando ao perfil epidemiológico e seguindo as orientações médicas.
  • Manipular e preparar alimentos para a refeição e dietas (normais ou enterais) dos pacientes. 
  • Planejar, elaborar cardápio e preparar as refeições servidas aos médicos, funcionários e acompanhantes.
  • Executar o porcionamento e distribuição das refeições. 
  • Efetuar balanço quantitativo das refeições servidas para controle e acompanhamento das despesas do setor.
  • Administrar o estoque e consumo, organizando a mercadoria, pesando e separando o que será utilizado.
  • Efetuar avaliação nutricional dos pacientes, conforme o protocolo nutricional de pacientes desnutridos, pacientes em uso de dieta enteral e cálculo das necessidades calórica, proteica, hídrica e de fibras.
  • Prestar orientação nutricional e esclarecimentos quanto à necessidade de alimentação especial e dieta específica, conforme necessidade fisiológica, aos pacientes que recebem alta médica.
  • Prestar assistência nutricional a indivíduos e coletividades (sadios e enfermos); 
  • Organizar, administrar e avaliar unidades de alimentação e nutrição; 
  • Efetuar controle higiênico-sanitário;
  • Participar de programas de educação nutricional;
  • Normatizar as indicações, uso e controle do suporte nutricional;
  • Divulgar os conhecimentos sobre suporte nutricional aos profissionais da área de saúde;
  • Promover a profilaxia da desnutrição nos pacientes internados do hospital;
  • Racionalizar custo/benefício maximizando os benefícios e minimizando as complicações;
  • Participar nas discussões sobre a necessidade de suporte nutricional nos casos propostos;
  • Participar das programações educacionais da equipe (palestras, aulas, reuniões, etc);
  • Participar do desenvolvimento, introduções, modificações e revisões de protocolo e fichas utilizadas pela comissão;
  • Comparecer às reuniões convocadas e colaborar com o trabalho da comissão;
  • Desenvolver pesquisas relativas ao tema nutricional;
  • Criar mecanismos para que se desenvolvam as etapas de triagem e vigilância nutricional, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, sistematizando uma metodologia capaz de identificar pacientes que necessitam de terapia nutricional a serem encaminhados aos cuidados da equipe multiprofissional;
  • Atender às condições de avaliação do estado nutricional do paciente, indicando, acompanhando e modificando a Terapia Nutricional, quando necessário, e em comum acordo com o médico e nutricionista responsáveis pelo paciente, até que sejam atingidos os critérios de reabilitação nutricional preestabelecidos;
  • Assegurar condições adequadas de indicação, prescrição, conservação, transporte e administração, controle clínico e laboratorial e avaliação final, da Terapia Nutrição Parenteral, visando obter os benefícios máximos do procedimento e evitar riscos;
  • Capacitar os profissionais envolvidos, direta ou indiretamente, com a aplicação dos procedimentos relacionados a Terapia Nutricional, por meio de programas de educação continuada, devidamente registrados;
  • Documentar todos os resultados do controle e da avaliação da Terapia Nutrição Parenteral visando a garantia de sua qualidade;
  • Estabelecer auditorias periódicas a serem realizadas por um dos membros da comissão, para verificar o cumprimento e o registro dos controles e avaliação da Terapia Nutrição Parenteral;
  • Analisar o custo e o beneficio no processo de decisão que envolve a indicação, a manutenção ou a suspensão da Terapia Nutrição Parenteral;
  • Desenvolver, rever e atualizar regularmente as diretrizes e procedimentos relacionados à Terapia Nutrição Parenteral.

3. Deveres

a) Compete ao médico:

  • Realizar inserções do cateter central, recolocando-o quando necessário;
  • Fazer a prescrição do suporte nutricional enteral e parenteral aplicado diariamente;
  • Indicar e interpretar os exames complementares do paciente em terapia nutricional;
  • Fazer anotações quanto a evolução clínica do paciente;
  • Analisar os RX do cateter e ou da sonda enteral;
  • Avaliar e recomendar modificações quanto a cuidados do paciente e suporte nutricional;
  • Solicitar o auxílio de outros especialistas quando necessário;
  • Prestar as informações médicas pertinentes aos familiares do paciente.
  • Cabe ao médico da comissão realizar ou delegar as funções supracitadas do médico assistente do paciente.

b) Compete a Enfermagem

  • Executar os cuidados do cateter e ou de sonda enteral;
  • Fazer visitas diariamente, observar e anotar as ocorrências e procedimentos realizados, na papeleta;
  • Fazer a colocação de sondas enterais, providenciando o RX, recolocando sondas sempre que necessário;
  • Fazer certificação de troca apropriada de veias em caso de nutrição parenteral periférica;
  • Orientar o pessoal de enfermagem sobre os cuidados dispensados aos pacientes em uso de suporte nutricional;
  • Desenvolver técnicas e materiais apropriados para orientação dos pacientes e familiares;
  • Supervisionar a administração das alimentações enteral e parenteral;
  • Prever, prover e controlar o material necessário à assistência.
  • Cabe à enfermeira da comissão realizar ou delegar as funções supracitadas à enfermeira da clínica.

c) Compete ao Nutricionista

  • Avaliar o estado nutricional do paciente;
  • Identificar as necessidades de nutrientes (calorias, carboidratos, proteínas, lipídios, sais minerais e vitaminas);
  • Recomendar terapias de suporte nutricional apropriado;
  • Monitorizar e documentar a terapia nutricional aplicada; recomendar mudanças na terapia quando necessário;
  • Calcular e documentar a ingestão de nutrientes;
  • Trabalhar intensamente com pacientes em retirada de suporte enteral ou oral;
  • Desenvolver materiais e técnicas apropriadas para ensinar ao paciente o suporte nutricional;
  • Instituir o paciente e a família no momento da alta;
  • Avaliar e trazer recomendações sobre novas perspectivas do suporte nutricional;
  • Desenvolver fórmulas nutricionais indicadas no suporte nutricional;
  • Cabe à nutricionista da comissão realizar ou delegar as funções supracitadas à nutricionista assistente do paciente.

d) Compete ao Farmacêutico

  • Manipular as soluções parenterais de acordo com a prescrição, adotando técnicas adequadas, que assegurem a estabilidade, esterilidade e apirogenidade;
  • Efetuar o controle de qualidade físico, químico e o microbiológico da matéria-prima e das soluções parenterais;
  • Analisar as formulações, emitir parecer quando necessário nos casos de incompatibilidade;
  • Responsabilizar-se pela aquisição, armazenamento e controle de estoque da matéria-prima;
  • Exercer a formacovigilância junto aos pacientes com nutrição parenteral e enteral, bem como analisar as reações adversas e interações drogaalimento;
  • Avaliar os resultados de exames laboratoriais complementares em resposta a terapia nutricional, oferecendo sugestões para modificações apropriadas, anotando-as no prontuário;
  • Analisar e opinar sobre os novos produtos de suporte nutricional;
  • Oferecer informações sobre medicamentos e as alternativas recomendadas, baseando-se no conhecimento da doença e do grau de desnutrição, que pode alterar a resposta terapêutica;
  • Informa-se prontamente sobre as mudanças da prescrição nutricional evitando desperdícios;
  • Divulgar, quando necessário, a inclusão de novos produtos na padronização;
  • Pesquisar e formular produtos complementares indicados no tratamento do paciente;
  • Cabe ao farmacêutico da comissão realizar ou delegar as funções supracitadas do farmacêutico assistente do paciente.

4. Disposições Finais

  • Os casos omissos e as dúvidas surgidas na aplicação do presente Regimento serão dirigidas pela equipe mencionada em reunião com a presença da maioria.
  • O presente Regimento poderá ser modificado em parte ou no todo.

Legislação

Regulamenta a profissão de Nutricionista e determina outras providências.

Regulamenta a Lei no 6.583, de 20 de outubro de 1.978, que cria os conselhos federal e regionais de nutricionistas, regula o seu funcionamento e dá outras providências.

Cria os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, regula o seu funcionamento, e dá outras providências.

Desenvolvido por: etal Comunica.

SISTEMA

Gestão de Qualidade

NORMAS E ROTINAS

Admin

Admin

Atividades

O Assistente Social se constitui em um elo entre as redes de assistência, devendo ter um papel ativo junto à população visando promoção e proteção dos direitos do doente no processo de reabilitação e cura.

  • Acolhimento dos usuários e seus parentes/acompanhantes. 
  • Articulação com redes formais e informais (Conselho Tutelar, Ação Social, CREAS, CRAS, Conselho do idoso, Delegacia da mulher, Estratégia Saúde da Família, etc.)
  • Acompanhamento psicossocial ao indivíduo e a família.
  • Notificação de atendimentos dos usuários vítimas de violência infantil, doméstica, abandono e negligencia, encaminhá-los as redes competentes.
  • Identificação de pacientes que chegam a esta unidade sem identificação e sem acompanhantes.
  • Liberação de prontuários, declaração de óbitos (DO), Declaração de Nascidos Vivos (DN), e quaisquer outros documentos, quando solicitado pelo usuário/paciente ou parentes de 1º grau.

OBSERVAÇÃO: A questão do prontuário para Seguro DPVAT, em caso de morte a família/ parente tem que se dirigir ao promotor para pedir solicitação para receber o documento.

  • Contribuir para a humanização de atendimentos e qualidade dos serviços.
  • Ouvidoria (Pesquisa de Satisfação).

OBSERVAÇÃO:  Ao fim de cada mês será consolidado os dados, e apresentados através de relatório e em reuniões com os demais profissionais da unidade.

 

Conselho Federal do Serviço Social

A Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em sua 198ª Reunião Ordinária, realizada no dia 17 de junho de 2009. E talvez seja uma das mais importantes ferramentas para que você, cidadão (ã) brasileiro (a), conheça seus direitos e possa ajudar o Brasil a ter um sistema de saúde com muito mais qualidade.

O documento, que tem como base seis princípios básicos de cidadania, caracteriza-se como uma importante ferramenta para que o cidadão conheça seus direitos e deveres no momento de procurar atendimento de saúde, tanto público como privado.

O presente documento foi elaborado de acordo com seis princípios basilares que, juntos, asseguram ao cidadão o direito básico ao ingresso digno nos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados.

  1. Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde.
  2. Todo cidadão tem direito a tratamento adequado e efetivo para seu problema.
  3. Todo cidadão tem direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação.
  4. Todo cidadão tem direito a atendimento que respeite a sua pessoa, seus valores e seus direitos.
  5. Todo cidadão também tem responsabilidades para que seu tratamento aconteça da forma adequada.
  6. Todo cidadão tem direito ao comprometimento dos gestores da saúde para que os princípios anteriores sejam cumpridos.

Para o Conselho Nacional de Saúde é importante que todos se apossem do conteúdo da Carta, elaborada com uma linguagem acessível e, assim, permitir o debate e apropriação dos direitos e deveres nela contidos por parte dos gestores, trabalhadores e usuários do SUS.

Regimento Interno

1. Disposições preliminares da natureza e finalidade

Art. 1º. O Regimento Interno do Serviço Social, tem por objetivo dispor sobre as diretrizes gerais de composição e funcionamento do serviço, bem como estabelecer as atribuições dos(as) Assistentes Sociais lotados junto à mesma.

Art. 2º. O Serviço Social tem por finalidade o enfrentamento das expressões da questão social, com atuação profissional em uma perspectiva totalizante, baseada na identificação dos determinantes sociais, econômicos e culturais das desigualdades sociais, mediante estratégias que busquem reforçar ou criar experiências nos serviços que efetivem o direito social à saúde.

2. Composição do serviço

Art. 3º. Trata-se de um serviço vinculado a área assistencial e de funcionamento de segunda a sexta-feira no período diurno, vinculada a Diretoria da Unidade de Saúde.

Art. 4º. O Serviço Social é composto por profissionais que realizam atendimento aos usuários (pacientes, familiares e acompanhantes) e a rede de apoio social, em toda a Unidade de Saúde onde há assistência ao paciente.

Parágrafo Único: Em caso de Licenças e Afastamentos, férias ou ausência do profissional responsável pela respectiva da Unidade à chefia imediata que vai decidir sobre tais casos.

3. Das atribuições gerais

  • Garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na Lei de Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste Código;
  • Livre exercício das atividades inerentes à Profissão;
  • Participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na formulação e implementação de programas sociais;
  • Inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e documentação, garantindo o sigilo profissional;
  • Desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;
  • Aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço dos princípios deste Código;
  • Pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se tratar de assuntos de interesse da população;
  • Ampla autonomia no exercício da Profissão, não sendo obrigado a prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições, cargos ou funções;
  • Liberdade na realização de seus estudos e pesquisas, resguardados os direitos de participação de indivíduos ou grupos envolvidos em seus trabalhos.
  • Acolhimento dos usuários e seus parentes/acompanhantes. 
  • Articulação com redes formais e informais (Conselho Tutelar, Ação Social, CREAS, CRAS, Conselho do idoso, Delegacia da mulher, Estratégia Saúde da Família, etc.)
  • Acompanhamento psicossocial ao indivíduo e a família.
  • Notificação de atendimentos dos usuários vítimas de violência infantil, doméstica, abandono e negligencia, encaminhá-los as redes competentes.
  • Identificação de pacientes que chegam a esta unidade sem identificação e sem acompanhantes.
  • Liberação de prontuários, declaração de óbitos (DO), Declaração de Nascidos Vivos (DN), e quaisquer outros documentos, quando solicitado pelo usuário/paciente ou parentes de 1º grau.

OBSERVAÇÃO: A questão do prontuário para Seguro DPVAT, em caso de morte a família/ parente tem que se dirigir ao promotor para pedir solicitação para receber o documento.

  • Sala de Espera Qualificada.
  • Contribuir para a humanização de atendimentos e qualidade dos serviços.
  • Ouvidoria (Pesquisa de Satisfação).

OBSERVAÇÃO: Ao fim de cada mês será consolidado os dados, e apresentados através de relatório e em reuniões com os demais profissionais da unidade.

Art. 6º. No que se refere aos deveres profissionais, o artigo 3º do Código de Ética estabelece:

  • Desempenhar suas atividades profissionais, com eficiência e responsabilidade, observando a legislação em vigor;
  • Utilizar seu número de registro no Conselho Regional no exercício da Profissão;
  • Abster-se, no exercício da profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes;
  • Participar de programas de socorro à população em situação de calamidade pública, no atendimento e defesa de seus interesses e necessidades.

Art. 7°. Compete ao Assistente Social que exerce suas atribuições na área assistencial da Unidade de Saúde:

  • Planejar soluções, organizar e intervir em questões relacionadas à saúde e manifestações sociais do paciente e trabalhador2, para elaboração, implementação e monitoramento do Serviço Social, com foco na promoção da saúde;
  • Realizar acolhimento aos usuários (pacientes, famílias e acompanhantes) e a rede de apoio social nas Unidades de Internação;
  • Atender e acompanhar sistematicamente os usuários (pacientes, famílias e acompanhantes) que estão internados, fortalecendo vínculos, identificando demandas, realizando orientações e/ou encaminhamentos necessários;
  • Identificar a situação sociofamiliar (habitacional, trabalhista e previdenciária) dos usuários (pacientes e famílias) com vistas a construção do perfil socioeconômico para possibilitar a formulação de estratégias de intervenção, na perspectiva de torná-las sujeitos do processo de promoção, proteção, prevenção e recuperação da saúde;
  • Prestar atendimento aos familiares, compreendendo que a família vivencia juntamente com o paciente seu processo de saúde e doença;
  • Realizar visitas domiciliares, quando necessário, com o objetivo de conhecer as condições e dinâmica de organização familiar do paciente, quando identificadas fragilidades emocionais e sociais, bem como pouca adesão ao tratamento e compreensão em relação ao processo saúde/doença, entre outros;
  • Realizar abordagem individual e/ou grupal, tendo como objetivo trabalhar os determinantes sociais da saúde dos usuários (pacientes, famílias e acompanhantes);
  • Realizar acompanhamento psicossocial de trabalhadores3, e pacientes, buscando alternativas de enfrentamento individual e coletivo;
  • Localizar familiar(es) de pacientes não identificados e/ou em situação de abandono;
  • Viabilizar o direito de acompanhante aos pacientes respaldados por Lei;
  • Orientar familiares e/ou responsável que necessitem de local para pernoitar;
  • Atender e orientar o usuário (paciente, família e acompanhante) em relação a “Alta à Revelia”;
  • Realizar contato e/ou visitas institucionais à Rede de Apoio e de Proteção Social do usuário (paciente e família), quando necessário, para viabilidade de encaminhamentos formalizados, favorecendo processos de referência e contrarreferência;
  • Integrar a equipe multidisciplinar local para viabilizar o atendimento da demanda apresentada;
  • Participar de reuniões e discussões multidisciplinares, nas unidades de internação, com intuito de discutir as situações atendidas, bem como indicar condutas/ações para o atendimento das necessidades em saúde;
  • Elaborar, programar, executar e avaliar juntamente com a instituição e as e coletivas dos usuários, a partir da compreensão do processo de saúde e doença, objetivando a garantia da universalidade de acesso, equidade e integralidade na atenção hospitalar;
  • Realizar juntamente com as equipes multidisciplinares da assistência, processos de referência e contrarreferência dos usuários (pacientes, famílias e acompanhantes) atendidos no hospital, de forma humanizada, responsável e segura, no que se refere aos aspectos sociais;
  • Viabilizar ações de articulação do trabalho em rede, envolvendo todos os serviços de atenção à saúde e sócio assistenciais, que tenham interface com o processo de cuidado integral, buscando ampliar os recursos de intervenção na perspectiva de garantir a continuidade do cuidado integral ao usuário (paciente, família e acompanhante);
  • Registrar os atendimentos no Sistema da Gestão da Qualidade e Instrumentos do Serviço Social e/ou no prontuário físico com objetivo de formular estratégias de intervenção profissional e subsidiar a equipe de saúde quanto as informações sociais dos usuários (pacientes e famílias), resguardadas as informações sigilosas que devem ser registradas no Caderno de Campo de cada profissional;
  • Criar mecanismos e rotinas de ação que facilitem e possibilitem o acesso dos usuários (pacientes, famílias e acompanhantes) aos serviços, bem como a garantia de direitos na esfera da seguridade social;
  • Prestar serviços sociais orientando pacientes, acompanhantes, famílias, comunidade e equipes de trabalho da Instituição sobre direitos, deveres, serviços e recursos sociais;
  • Conceder informações sobre as Normas e Rotinas estabelecidas pela instituição aos usuários (pacientes, famílias e acompanhantes);
  • Criar Protocolos e Procedimentos Operacional Padrão – POP’s que possibilitem a organização, normatização e sistematização do cotidiano do trabalho profissional;
  • Formular relatórios, pareceres técnicos, rotinas e procedimentos;
  • Coletar, organizar, compilar, tabular e difundir dados;
  • Planejar, elaborar e avaliar programas, projetos e planos sociais na área de atuação profissional;
  • Participar e promover ações com base nos princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização – PNH;
  • Contribuir e participar nas ações de Saúde Ocupacional;
  • Participar de Comissões intra-hospitalar;
  • Desempenhar atividades administrativas e assistenciais;
  • Participar de cursos, congressos, seminários, encontros de pesquisas, objetivando apresentar estudos e pesquisas realizadas e troca de informações entre os diversos trabalhadores da saúde;
  • Supervisionar diretamente estagiários de serviço social e estabelecer articulação com as unidades acadêmicas;
  • Realizar demais atividades inerentes ao emprego.

4. Disposições Gerais

Art. 8º. Os casos omissos referentes serão resolvidos pela Diretoria da Unidade de Saúde, em conjunto com o Serviço Social.

Legislação

Dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde.

Dispõe sobre a profissão de assistente social, já com a alteração trazida pela Lei nº 12.317, de 26 de agosto de 2010.

Acrescenta dispositivo à Lei no 8.662, de 7 de junho de 1993, para dispor sobre a duração do trabalho do Assistente Social.

Texto aprovado em 13/3/1993, com as alterações introduzidas pelas Resoluções CFESS nº290/1994, 293/1994, 333/1996 e 594/2011.

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