A Comissão de Gerenciamento de Resíduos da UNIDADE DE SAÚDE, tem por finalidade a definição das ações que visem à implantação, implementação e manutenção do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde Hospitalar na UNIDADE DE SAÚDE, de acordo com as normas vigentes (Lei 12.305/10, RDC 306/04, CONAMA 358/05).
A identificação dos resíduos visa a fornecer informações para o correto manejo dos RSS e deve estar a aposta nos recipientes de acondicionamento; nos recipientes de coleta e transporte; e nos locais de armazenamento externo, de modo a permitir fácil visualização. A identificação dos grupos de resíduos por ambiente de geração é de fundamental importância para a alocação de lixeiras nas cores, tipos e capacidade volumétrica apropriada. Os símbolos a serem utilizados neste processo de identificação estão definidos na NBR-7500 da ABNT e seguem os padrões a seguir apresentados:
– Grupo A (potencialmente infectantes): O símbolo que representa este grupo é o de substância infectante, constante na NBR-7500 da ABNT de março de 2000, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos pretos:
– Grupo B (Químicos): Conforme NBR 7500, os ambientes ou recipientes onde contenham resíduos ou produtos com essa característica devem estar identificados com o símbolo de Risco Químico ou “Resíduo Químico”:
– Grupo D (comum): Estes resíduos são aqueles que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico e incluem os Não Recicláveis e Recicláveis. Não há simbologia específica para os resíduos do GRUPO D. Entretanto, a Resolução CONAMA nº 275/01, no seu Art.1º, estabelece código de cores para identificação de coletores e transportadores de resíduos e para campanhas de coleta seletiva. Para os resíduos do Grupo D as cores indicadas são as seguintes:
– Grupo E (perfurocortantes): Materiais perfurantes ou escarificantes. O símbolo utilizado é o idêntico ao de substância infectante constante na NBR-7500 da ABNT de março de 2000, com rótulos de fundo branco, desenho e contornos preto, acrescido da inscrição RESÍDUO PERFUROCORTANTE, indicando o risco que apresenta aquele resíduo:
Plano Integrado para Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde
Em 2015, foi publicado o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – Monitoramento e Investigação de Eventos Adversos e Avaliação de Práticas de Segurança do Paciente, documento que priorizou estratégias de redução dos riscos em serviços de saúde e permitiu orientar e reorganizar as práticas de monitoramento e investigação de incidentes por parte dos serviços de saúde e das diferentes instâncias do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
A elaboração deste Plano foi coordenada pela Anvisa, com o apoio de um Grupo de Trabalho (GT) composto por especialistas na área de vigilância sanitária e segurança do paciente, instituído por meio da Portaria n° 117 de 26 de janeiro de 2015.
Em 2020, houve revisão do documento pelo GT, acrescido de etapa de revisão pelos Núcleos de Segurança do Paciente da Vigilância Sanitária (NSP VISA) das 27 Unidades da Federação. O documento também foi discutido em reunião do Grupo de Trabalho da Vigilância Sanitária (GT-Visa). O GT-Visa é vinculado ao Grupo de Trabalho de Vigilância em Saúde (GT-VS) e conta com a representação das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além de representação da rede de laboratórios oficiais, todos indicados pelo Conass e Conasems.
Em março de 2021, foi publicada a Portaria nº 142, de 03 de março de 2021, aprovando o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde 2021-2025.
O Plano Integrado 2021-2025 contempla 12 metas a serem alcançadas pelo SNVS no período, tendo em vista 3 Objetivos:
Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.
Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.
Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019
Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos.
Desenvolvido por: etal Comunica.
O objetivo da criação do Programa de Segurança do Paciente é regulamentar as ações de segurança do paciente da Unidade de Saúde, e incluir o reconhecimento e mapeamento dos riscos institucionais relacionados à especificidade da epidemiologia local e aos processos assistenciais, de forma a estimular a criação de uma cultura de gerenciamento desse cuidado, bem como organizar as estratégias e as ações que previnam, minimizem e mitiguem os riscos inerentes a estes processos.
A Comissão de Farmacia e Terapêutica (CFT) é responsável pela condução técnica, política e administrativa de todo o processo de avaliação de incorporação de medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais.
A comissão atua na seleção de medicamentos envolvendo aspectos interdisciplinares e diferentes saberes. Podem submeter pedidos de avaliação à CFT pessoas físicas, jurídicas de natureza pública ou privada.
Para garantia da isonomia na avaliação dos processos, a CFT estabelece ampla discussão, uniformização dos critérios e respectivos pesos entre os membros que compõe esta comissão. Dessa forma, uma vez estabelecidas e conhecidas as regras, torna-se possível produzir mais dados quantitativos e minimizar a subjetividade ou individualidade nas decisões a serem tomadas.
A Comissão de Humanização – CH é de natureza técnico-científica permanente, criada na perspectiva da Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde, instituída pela Portaria GM/MS nº 881, de 19.6.2001, e regulamenta-se pelo Regimento Interno.
O Programa de Segurança do Paciente constitui-se em “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde”.
Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.
Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.
Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019
Desenvolvido por: etal Comunica.
O Programa de Segurança do Paciente constitui-se em “documento que aponta situações de risco e descreve as estratégias e ações definidas pelo serviço de saúde para a gestão de risco visando à prevenção e a mitigação dos incidentes, desde a admissão até a transferência, a alta ou o óbito do paciente no serviço de saúde”.
Protocolos do Núcleo de Segurança do Paciente ANVISA
Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013, tem a finalidade de garantir a correta identificação do paciente, a fim de reduzir a ocorrência de incidentes. O processo de identificação do paciente deve assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina
Este protocolo é parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente. Foi desenvolvido em conjunto pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pelo Proqualis/Fiocruz, e aprovado em julho de 2013. Tem a finalidade de instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.
Formulário de Notificação de Eventos Adversos – EA
O Sistema Nacional de Notificação de Eventos Adversos é um dos módulos para notificação do Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária – NOTIVISA e foi desenvolvido para receber as notificações de eventos adversos que ocorreram com os pacientes durante a internação/atendimento do paciente em serviços e estabelecimentos assistenciais de saúde do país ou durante o uso de tecnologias de saúde (medicamentos, artigos médico-hospitalares, etc). Este formulário pode ser preenchido por pacientes, familiares, acompanhantes e cuidadores.
Entende-se por incidente, o evento ou a circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário à saúde e por evento adverso, o incidente que resultou em dano à saúde.
A notificação contribuirá para o desenvolvimento de medidas corretivas que possam evitar que danos aos pacientes em serviços de saúde venham a se repetir, melhorando a Qualidade e a Segurança do Paciente nestes serviços.
Observação:
Os dados sobre os notificadores são confidenciais, obedecidos os dispositivos legais, e sua guarda é de responsabilidade do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
A identificação do notificador não será divulgada para o serviço de saúde e é importante para que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária possa esclarecer dúvidas referentes à notificação realizada.
Sua notificação não será analisada individualmente e não resultará na punição dos envolvidos.
Atenção:
Se desejar esclarecer dúvidas técnicas, ligue 0800 642 9782. As ligações são gratuitas e podem ser feitas a partir de números da telefonia fixa, oriundas de qualquer região do Brasil, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, exceto feriados).
Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde – 2021-2025
1. OBJETIVO
1.1. Objetivo Geral
Integrar as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para promover a qualidade assistencial e a segurança do paciente visando a gestão de riscos e a melhoria dos serviços de saúde.
1.2. Objetivos Específicos
Objetivo Específico 1: Promover o fortalecimento do SNVS para a implementação das ações do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.
Objetivo Específico 2: Promover a vigilância, notificação e investigação dos incidentes / eventos adversos ocorridos nos serviços de saúde.
Objetivo Específico 3: Promover a adesão às práticas de segurança do paciente pelos serviços de saúde.
2. COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES
2.1. Anvisa
Cabe à GGTES/Anvisa, por meio de suas gerências executivas, Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS) e a Gerência de Regulamentação e Controle de Serviços de Saúde (GRECS), a coordenação nacional do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025), envolvendo as seguintes ações:
2.2. Nível Estadual e do Distrito Federal
Cabe à Vigilância Sanitária Estadual e do DF (NSP VISA estadual/distrital), a coordenação do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025), no seu âmbito de atuação, envolvendo as seguintes ações:
3.3. Nível Municipal
Cabe à Vigilância Sanitária Municipal (NSP VISA municipal) a coordenação do Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde (2021-2025), no seu âmbito de atuação, envolvendo as seguintes ações:
O procedimento operacional padrão (POP) é uma espécie de instrução, ou ainda, um documento que informa como determinada atividade deve ser executada. Além das instruções, o POP traz em seu conteúdo a descrição de todas as atividades e como elas devem realizadas, passo a passo, como uma espécie de manual de instruções.
Alterações no formulário de notificação de incidentes/eventos adversos relacionados à assistência à saúde – sistema Notivisa.
Portaria MS 2.616 / 98, que regulamenta as ações de controle de infecção hospitalar no país, em substituição a Portaria MS 930 / 92. As principais alterações são comentadas a seguir, ao lado de uma análise crítica a respeito de suas repercussões para a assistência à saúde em nosso país.
Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde.
Orientações gerais para a notificação de eventos adversos relacionados à assistência à saúde Essa Nota Técnica Substitui a Nota Técnica GVIMS / GGTES / ANVISA Nº 01/2015 25/07/2019
Desenvolvido por: etal Comunica.
1 – Haver treinamentos (Cronograma de treinamentos);
2 – Evidenciar treinamentos com relatórios baseados nas informações constantes na RDC 63;
3 – Registrar os treinamentos com fotografias do momento do treinamento;
4 – Registrar presença dos participantes com Folha de Assinaturas;
5 – Avaliar o treinamento;
a) Avaliação da reação do treinamento;
b) Avaliação de aprendizagem (avaliação dos alunos sobre a absorção do treinamento);
c) Avaliação de comportamento (observador ocultor e/ou avaliação do conteúdo antes e depois do treinamento).
Meta: Comissão de Humanização e demais Comissões e Núcleos.
Periodicidade: Mensal.
1. Educação Continuada
As ações de educação permanente da Unidade de Saúde serão de responsabilidade da Diretoria Administrativa a partir das demandas trazidas pelo Núcleo de Educação Permanente. O Serviço será responsável pela capacitação e treinamento dos profissionais de profissionais que prestam serviço na Unidade Hospitalar ou em serviços da Rede de Saúde.
O programa de educação será desenvolvido utilizando a metodologia de treinamento em serviço. Cada coordenação técnica será responsável pelas atividades de treinamento e atualização de acordo com a demanda atendida pela pelo seu setor. As equipes de apoio administrativo e logístico terão capacitações direcionadas às funções que desempenham de modo a fortalecer a gestão administrativa das Unidades.
A partir das demandas apresentadas pelas áreas técnicas, o Núcleo de Educação Permanente elaborará o Planejamento Anual de Capacitação – PAC da Unidade, no qual deve constar o cronograma de atividades por área de atuação.
Incialmente deverão ser realizados treinamentos a equipe de colaboradores, com vistas a nivelar o conhecimento e entendimento de todos os integrantes da equipe assistencial da Unidade de Saúde.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), instituída no ano de 2004, representa um marco para a formação e trabalho em saúde no País. Resultado de lutas e esforços promovidos pelos defensores do tema da educação dos profissionais de saúde, como forma de promover a transformação das práticas do trabalho em saúde, a PNEPS é uma conquista da sociedade brasileira.
A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) instituída por meio da Portaria GM/MS nº 198/20041, teve suas diretrizes de implementação publicadas na Portaria GM/MS nº 1.996/2007.Essa última normativa se adequou à implantação do Pacto pela Saúde, momento em que a SGTES, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), promoveu uma ampla discussão no sentido de fazer reformulações nos marcos regulatórios pelos atores do SUS nos territórios, incluindo os aspectos relacionados ao financiamento das ações de Educação Permanente em Saúde (EPS).
Posto isso, torna-se cabível apresentar o conceito de educação na saúde, dado que é frequente a sua utilização como sinônimo de outras variantes, como educação em saúde e educação para a saúde. De acordo com o glossário eletrônico da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), a educação na saúde “consiste na produção e sistematização de conhecimentos relativos à formação e ao desenvolvimento para a atuação em saúde, envolvendo práticas de ensino, diretrizes didáticas e orientação curricular” (Brasil, 2012, p. 20). Também conhecida como educação no trabalho em saúde, a educação na saúde apresenta duas modalidades: a educação continuada e a EPS. A educação continuada contempla as atividades que possui período definido para execução e utiliza, em sua maior parte, os pressupostos da metodologia de ensino tradicional, como exemplo as ofertas formais nos níveis de pós-graduação. Relaciona-se ainda às atividades educacionais que visam promover a aquisição sequencial e acumulativa de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de práticas de escolarização de caráter mais formal, bem como de experiências no campo da atuação profissional, no âmbito institucional ou até mesmo externo a ele (Brasil, 2012).
No que concerne à EPS, a definição assumida pelo Ministério da Saúde (MS) se configura como aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. A EPS se baseia na aprendizagem significativa e na possibilidade de transformar as práticas profissionais e acontece no cotidiano do trabalho (Brasil, 2007). Caracteriza-se, portanto, como uma intensa vertente educacional com potencialidades ligadas a mecanismos e temas que possibilitam gerar reflexão sobre o processo de trabalho, autogestão, mudança institucional e transformação das práticas em serviço, por meio da proposta do aprender a aprender, de trabalhar em equipe, de construir cotidianos e eles mesmos constituírem-se como objeto de aprendizagem individual, coletiva e institucional. Nesse contexto, a EPS – como instrumento viabilizador de análise crítica e constituição de conhecimentos sobre a realidade local – precisa ser pensada e adaptada, portanto, às situações de saúde em cada nível local do sistema de saúde.
Nessa concepção político-ideológica, cuja condução se operacionaliza no âmbito de locorregiões de saúde, convoca os sujeitos do quadrilátero da formação – ensino, serviço, gestão e controle social – a refletirem de modo permanente a realidade posta e a buscar soluções criativas para a superação dos problemas de saúde e, por conseguinte, qualificar as ações no intuito de aumentar a resolubilidade a eficiência do sistema de saúde (Ceccim; Feuerwerker, 2004).
A Educação Permanente/Continuada é o componente essencial dos programas de formação e desenvolvimento de recursos humanos das instituições. O desenvolvimento da equipe de saúde é um dos fatores que deve assegurar a qualidade do atendimento ao usuário e a sobrevivência da unidade de saúde neste cenário de mudanças e competitividade.
A garantia da qualidade dos serviços prestados se dá através de programas de capacitação bem organizados com monitorização e avaliação dos resultados dos cuidados, com declínio de riscos através da padronização do processo e equipes adequadamente treinadas.
Na área da saúde, especificamente na enfermagem, a busca por um processo educativo contínuo in loco tem sido uma constante, no sentido de garantir uma assistência de qualidade à população, promovendo e melhorando as competências técnico-científicas, culturais, políticas, éticas e humanísticas dos colaboradores.
Percebe-se que esta também é uma preocupação do Ministério da Saúde, no momento que instituiu a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (Portaria nº198/04GM/MS), como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento dos trabalhadores da saúde.
Desta forma percebemos a necessidade de incorporar na prática o eixo pedagógico que se trata de uma mudança paradigmática, no sentido de perceber o trabalhador na sua totalidade, compreendendo que este necessita estar continuamente em processo de crescimento pessoal e profissional, elaborando um diagnóstico do perfil da sua práxis. A ferramenta mestra que norteia as mudanças é a educação continuada.
A busca pelo aprimoramento daqueles que trabalham nas unidades de saúde dar-se-á não apenas pela oferta de educação continuada, mas também pela oportunidade dos profissionais sentirem-se agentes do seu próprio aprendizado.
O IGC apresentará ao final do primeiro trimestre de vigência do contrato de gestão, um Plano de Educação Permanente, com periodicidade anual a ser aplicado na unidade de saúde.
Principais atividades da área:
1.1. Avaliações da Educação Continuada
Um dos aspectos trabalhados pela norma ISO 9001 é o Apoio, ou seja, de acordo com a norma, o apoio abrange itens como recursos, competência, conscientização, comunicação e informação documentada.
De acordo com a norma ISO 9001, a organização deve:
Além disso, a norma também prevê que as ações tratadas no terceiro tópico podem incluir o treinamento, monitoramento ou mudança de atribuições de pessoas empregadas.
1.1.1. Avaliação de reação do treinamento
Tem como objetivo identificar a visão dos profissionais em relação ao treinamento. Ou seja, sua finalidade é descobrir a percepção dos colaboradores sobre a experiência de aprendizagem, seu conteúdo e o modo como ele foi transmitido, sua relevância, dentre outras características.
Essa etapa é importante porque indica se o que a corporação propôs fez jus a o que o profissional compreendeu do treinamento. Logo, facilita o planejamento estratégico e garante maior aproveitamento dos ensinamentos transmitidos.
A avaliação de reação do treinamento é a coleta dos dados referente aos colaboradores que estão envolvidos na experiência do aprendizado. Esses dados e relatos de informações são analisados e interpretados para gerar uma avaliação eficiente sobre o desenvolvimento dos colaboradores em relação a tudo aquilo que estão sendo treinados.
Assim, é possível identificar as dificuldades e obter análises precisas que irão auxiliar na definição dos materiais de aprendizagem mais relevantes para os colaboradores. Esse fator contribui para a construção de estratégias de desenvolvimento de competências mais eficazes e que irão trazer melhores resultados para a organização.
1.1.2. Avaliação de aprendizagem
A avaliação de aprendizagem tem o intuito de observar se o conteúdo passado para o colaborador foi absorvido de acordo com as expectativas da Unidade.
Essa avaliação pode ser feita por meio de um teste que contenha questionamentos relacionados aos conteúdos que foram expostos no treinamento. Logo, o resultado indicará se os ensinamentos foram ou não internalizados.
1.1.3. Avaliação de comportamento (Observador oculto)
A aprendizagem efetiva leva à mudança de comportamento. Isso significa que, para avaliar o verdadeiro sucesso do treinamento, é preciso saber se os profissionais estão colocando em prática o que foi aprendido.
Desse modo, é mais simples saber se de fato o conteúdo teve significado e importância para o colaborador, e se ele entendeu a maneira de colocar em prática.
1.1.4. Avaliação de resultados
Mensurar os resultados. Ou seja, se houve aprendizado, se o conteúdo foi relevante e se os comportamentos foram otimizados, consequentemente os resultados serão alterados.
Logo, a avaliação de resultados gera a conclusão palpável em relação ao aprendizado ou não do profissional em relação ao treinamento.
Desenvolvido por: etal Comunica.
Exame laboratorial é o conjunto de exames e testes realizados a pedido do médico, em laboratórios de análises clínicas, visando um diagnóstico ou confirmação de uma patologia ou para um exame de rotina.
As análises clínicas são executas por farmacêuticos, biomédicos, biólogos, bioquímicos e médicos. Estes profissionais são supervisionados e tem seu trabalho validado pelo responsável técnico legal pelo laboratório clínico.
A fiscalização do laboratório fica a cargo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e dos técnicos de nível superior por seus respectivos conselhos profissionais. Nesta área, o analista clínico analisa os fluidos biológicos humanos ao passo que o patologista examina os tecidos através da análise microscópica de cortes histológicos.
A sequência de ações dentro de um laboratório onde são realizados exames laboratoriais inicia-se com a coleta do material a ser analisado e termina com a emissão de um laudo diagnóstico.
Na fase pré-analítica, o paciente é orientado quanto ao procedimento, em seguida é realizado a coleta, a manipulação e conservação do material que posteriormente será analisado. Logo após, serão analisados os materiais e será feito um laudo pelo profissional habilitado.
Na fase analítica, o material é analisado por meio de aparelhos de aparelhos automatizados e de tecnologia de ponta, o qual reduz os riscos de erros no resultado final, garantindo um maior percentual de acertos. Dentro deste contexto, existem diversos fatores que podem interagir com o resultado do exame, resultando em um falso-negativo ou falso-positivo: medicamentos utilizados pelo paciente, sua resposta metabólica, jejum, transporte do material, centrifugação, metrologia, reagentes, calibração e manutenção dos equipamentos, entre outros.
a) Tipos de exames
Bioquímica do sangue substâncias não eletrolíticas
Bioquímica do sangue – substâncias eletrolíticas
Bioquímica do sangue – enzimas
Hemácias, hemoglobina, hematócrito, valores hematimétricos, ferro sérico, transferrina e ferritina.
Leucócitos leucograma.
Granulocitos: neutrófilos, eosinófilos e basófilos. agranulocitos: linfócitos e monócitos
Elementos normais, microscopia de sedimento, estudo bacteriológico, outros.
Exame macroscópico, exame microscópico, parasitos e protozoários e coprocultura.
Líquido cefalorraquidiano
Escarro
Líquido pleural
Espermograma
Vale salientar que o exame laboratorial que for necessário para o profissional de saúde se utilizar como norte para tratamento e conduta com os pacientes, será disponível, pois o Instituto de Gestão e Cidadania tem como objetivo primordial priorizar o restabelecimento da saúde do paciente.
O primeiro ponto de atenção é também o primeiro ponto de contato entre o laboratório e as pessoas externas a ele, que são os pacientes e médicos. Todo o desenvolvimento do trabalho parte desse ponto, no qual as informações de cadastro são registradas no sistema do laboratório.
Identificação equivocada do paciente ou do médico
Um erro no preenchimento do cadastro pode causar desde pequenos inconvenientes até grandes problemas para ambas as partes. O laboratório cuida de muitas informações confidenciais acerca da saúde de seus pacientes.
Ao anotar as informações de forma equivocada, abre-se um precedente para erros subsequentes. Um número de telefone errado impossibilita o contato com o paciente; um médico trocado pode gerar um vazamento de informações sigilosas, entre outros tanto problemas.
Erro no cadastro dos exames
Assim como o cadastro das pessoas precisa estar correto, os exames devem estar devidamente preenchidos. Um erro no nome do exame ou nos valores apresentados nos resultados pode gerar até mesmo um diagnóstico equivocado.
Além de afetar a experiência do paciente, esse tipo de mal-entendido tende a gerar agravantes, pois caso ele não seja identificado, pode levar a pessoa a receber tratamentos inapropriados, que não resolvam ou que piorem seu estado de saúde.
Esse é um indicador muito importante a ser monitorado. Alguns tipos de exames demandam um prazo específico para a coleta das amostras, e a falha nesse quesito interfere na qualidade dos resultados.
Sem falar que a falta da coleta gera grande insatisfação nos pacientes, principalmente quando a unidade está instalada nas dependências de um hospital ou centro de saúde. É preciso cuidar constantemente para que esse tipo de problema não ocorra.
Assim como a falta de coleta é um ponto de atenção, as coletas com erro ou as necessidade de recoletas acendem um sinal de alerta. Casos esporádicos são toleráveis, mas um aumento no percentual desses acontecimentos em relação ao total de exames realizados é algo que deve ser investigado.
Geralmente isso pode ser solucionado com um treinamento específico para a equipe, reuniões de alinhamento de procedimentos ou até mesmo implementando algumas mudanças operacionais.
Entre os casos mais comuns que afetam a qualidade da amostra estão:
A entrega pontual dos exames é um dos melhores indicadores de qualidade em laboratórios para apresentar aos clientes e parceiros. Mantendo-o em sempre dentro dos padrões de conformidade, a Unidade demonstra compromisso e seriedade na prestação de seus serviços.
Para o mercado, é como dizer que se trata de um empreendimento confiável, que honra com seus acordos. As entregas de resultados fora do prazo devem ter as menores taxas possíveis, sendo o objetivo principal chegar a zero.
O percentual de laudos retificados é mais um dos indicadores de qualidade em laboratórios que deve tender a zero. A retificação é uma prova de que houve um erro em algum ponto do processo de análise que impactou na veracidade do resultado apresentado.
Ou seja, é uma questão que fere a integridade da instituição, que expõe um ponto fraco de sua operação. Todos sabemos que imprevistos e erros podem acontecer em qualquer tipo de empresa, mas na área da saúde eles ganham um peso maior.
Por isso, é fundamental manter um bom controle da qualidade de cada etapa dos processos para evitar a necessidade de retificações e manter o indicador sempre com níveis bem baixos.
Por fim, o último dos indicadores de qualidade que não pode deixar de ser acompanhado no seu laboratório é a quantidade de não conformidades. Esse indicador é ainda mais importante se você pretende passar por uma acreditação laboratorial.
As não conformidades podem estar relacionadas a diversos tipos de atividades dentro da Unidade. Podem ser coisas simples, como a falha na compra de materiais, ou algo mais grave, como o descarte irregular de materiais. Seja qual for o caso, é muito importante corrigir o problema e eliminar a não conformidade.
Desenvolvido por: etal Comunica.
1. Perfil
A Farmácia tem a finalidade de prestar assistência farmacêutica aos profissionais médicos e enfermeiros na administração de medicamentos, armazenar, dispensar e controlar medicamentos e produtos afins utilizados na unidade. É também responsável pela informação técnica, científica e controle de qualidade de medicamentos e correlatos utilizados pela unidade.
2. Atribuições Gerais
A Unidade de Farmácia será regida com base na Padronização de Medicamentos. Esta é uma listagem dos fármacos disponíveis identificados pela nomenclatura genérica (nome farmacológico), conforme Denominação Comum Brasileira (DCB) e acrescida pelas formas de apresentação, concentrações, e suas respectivas indicações.
A padronização objetiva facilitar a prescrição médica, otimizar recursos e qualificar a assistência por meio de orientação e informações ao corpo técnico.
3. Rotinas / Fluxo Operacional
A Unidade de Farmácia será um órgão de abrangência assistencial e administrativa, onde serão desenvolvidas atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos à unidade de saúde. Será igualmente responsável pela orientação de usuários internos e ambulatoriais, visando sempre à eficácia da terapêutica, além da redução dos custos. Servirá ao usuário, objetivando dispensar medicações seguras e oportunas.
a) O fornecimento de medicamentos incluirá:
b) A eficácia terapêutica depende do bom funcionamento dos seguintes aspectos:
4. Atividades
a) Caberá à Unidade de Farmácia da Unidade
5. Dispensação e distribuição
Estende-se por dispensação de medicamentos o ato farmacêutico associado à entrega e distribuição mediante análise prévia das prescrições médicas, de modo a oferecer informações da boa atualização da Farmácia, bem como da preparação das doses que devem ser administradas. A ordem de dispensação obedecerá a norma do estoque mais antigo em primeiro lugar.
A medicação será dispensada em dose individualizada, que consiste no atendimento individualizado das prescrições, no qual a medicação é fornecida por um período, em geral, de 24 horas.
Este método tem como vantagens a diminuição dos erros de medicação, dos estoques setoriais, melhorando a conservação de medicamentos; e das perdas e desvios.
Será utilizado o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária que consiste em dispensar, a partir da interpretação da ordem médica por parte do farmacêutico, as doses de medicamentos necessárias para cada usuário, previamente preparadas para que cubram um período determinado.
Com este método as doses são preparadas na medida exata para cada medicamento e usuário. Diminui-se o número de erros de medicação; a enfermeira não tem que fazer o pedido nem prepara a medicação que deve administrar aos usuários; a enfermagem se sente apoiada pela Unidade de Farmácia e pode dedicar mais tempo aos enfermos; o farmacêutico se integra na equipe assistencial, conseguindo, desta forma, a possibilidade de incidir na racionalização do uso dos medicamentos; pode haver maior conhecimento do custo da medicação por enfermo; e é possível o aumento da segurança e qualidade terapêutica do usuário.
5.1. Almoxarifado de Medicamentos
O Serviço de Almoxarifado tem a finalidade de gerenciamento dos suprimentos, representados pelos materiais permanentes e de consumo. As unidades de saúde têm a responsabilidade do planejamento dos suprimentos, desde a previsão de consumo, procedimentos de aquisição e garantia da integridade dos produtos utilizados através do correto acondicionamento e movimentação dos mesmos até a gestão dos estoques e dispensação às áreas requisitantes.
6. Organização
A Unidade de Suprimentos tem sob sua responsabilidade as atividades das seguintes áreas:
7. Atribuições Gerais
8. Atribuições específicas da área de compras
9. Atribuições Específicas do Almoxarifado:
10. Rotinas e Protocolos Referentes ao Processo de Armazenamento e Dispensação de Medicações.
Os medicamentos são de suma importância para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida da população. Desta forma, as condições de estocagem, distribuição e transporte desempenham papel fundamental para a manutenção dos padrões de qualidade dos medicamentos.
A Assistência Farmacêutica conceituada como “grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade”, desempenha papel essencial para a saúde.
Esta estratégia visa oferecer diretrizes e procedimentos básicos que possam assegurar a qualidade e a segurança dos medicamentos estocados e distribuídos, dentro das dependências da unidade.
Os almoxarifados devem ser estruturados para desempenhar as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação e controle de estoque. Dentro deste contexto, para o melhor desempenho de suas atribuições, o almoxarifado deve ser construído conforme as orientações que seguem.
O local deve possuir rampas que permitam facilidade de locomoção dos carrinhos contendo os produtos e devem ser estabelecidos procedimentos especiais para o recebimento em dias chuvosos.
As portas externas devem ser confeccionadas em aço e em tamanho adequado para a passagem dos caminhões.
A iluminação externa deve ser considerada como medida de segurança, deve apresentar bom estado de conservação: isento de rachaduras, pinturas descascadas, infiltrações, etc.
Estrutura física interna – As instalações devem ser projetadas de acordo com o volume operacional do almoxarifado. Mas as condições físicas devem ser observadas qualquer que seja o tamanho do mesmo:
a) Fluxo
Figura 1 Fluxo de Dispensação de Medicamentos
Fonte: Manual do Gestor Hospitalar, Federação brasileira de Hospitais
MÉDICO PRESCREVE A MEDICAÇÃO
↓
PRESCRIÇÃO CHEGA A FARMÁCIA
↓
FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ A COLETA NO ESTOQUE
↓
FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ CHECK-OUT NO ESTOQUE
↓
FUNCIONÁRIO DA ENFERMAGEM FAZ A RETIRADA ASSINANDO O FORMULÁRIO DE RECEBIMENTO
IMPORTANTE: Mensalmente será realizado o inventário da Unidade com vistas manter atualizado os dados de consumo dos itens, bem como organizar o consumo dos lotes mais antigos.
11. Manual de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição: Recebimento, Estocagem e Transporte de Medicamentos
Os medicamentos somente são eficazes se houver garantia de que, desde sua fabricação até a sua dispensação, sejam armazenados, transportados e manuseados em condições adequadas. Desta forma estarão preservadas a sua qualidade, eficácia e segurança.
As diretrizes de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição aplicam-se a todas as atividades relacionadas à distribuição e armazenamento produtos farmacêuticos nos almoxarifados visando à proteção da saúde da população.
Para melhor entendimento serão adotadas as seguintes definições:
12. Recursos Humanos
A responsabilidade técnica do almoxarifado de medicamentos deve ser assumida por um farmacêutico, que supervisionará e orientará as atividades da equipe de trabalho. Todo pessoal deve ser capacitado em Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição.
13. Recebimento
Receber é ato que implica em conferência. No recebimento verificamos se os medicamentos que foram entregues estão em conformidade com os requisitos estabelecidos, quanto à especificação, quantidade e qualidade.
A área de recebimento deve ser separada da área de armazenamento. O pessoal deve ser treinado para esta finalidade.
14. Estocagem
Os medicamentos serão armazenados somente após o recebimento oficial, de acordo com as instruções contidas neste manual.
15. Armazenamento de medicamentos termolábeis
Os almoxarifados devem dispor de câmaras frias, refrigeradores com temperatura controlada entre 2 e 8ºC, com registro diário. A estocagem deve ser feita separadamente, por lote e prazo de validade, com registro de todas as retiradas.
As retiradas devem ser programadas visando diminuir as variações internas de temperatura. Os refrigeradores devem ser mantidos limpos e arrumados, e devem ser utilizados somente para medicamentos. Não devem ser acondicionados alimentos e nem bebidas.
16. Estocagem de medicamentos sob controle especial
A área de estocagem deve ser considerada de segurança máxima, com acesso apenas a pessoas autorizadas. As entradas e saídas dos medicamentos devem ser registradas em livros próprios, de acordo com a legislação específica, sob controle e responsabilidade do farmacêutico.
17. Estabilidade dos medicamentos
Os medicamentos são constituídos de fármacos com ação no organismo e para que se obtenha o máximo de benefícios desejados e o mínimo de efeitos adversos, o medicamento deve manter as características para o uso preservadas.
18. Controle de estoque
A atividade tem por objetivo manter informação confiável sobre níveis e movimentação física e financeira de estoques necessários ao atendimento da demanda, evitando-se a superposição de estoques ou desabastecimento do sistema.
Para garantir um controle de estoque eficaz o Instituto informatizará o Almoxarifado.
19. Devolução
Registrar todas as devoluções, quantidade, lote, prazo de validade, procedência e motivos, verificando os aspectos da embalagem originais que devem estar em boas condições.
Quando se tratar de termolábil ou psicotrópico, os cuidados devem ser especiais para a reintegração ao estoque.
20. Reclamações
Em caso de queixas técnicas ou observação de reações adversas a medicamentos, os produtos devem ser separados imediatamente. Deve ser feito registro e comunicação imediata, por escrito, para todas as unidades que receberam o lote.
Quando houver orientação para recolhimento, efetuar imediatamente e encaminhar para o órgão solicitante, devidamente identificado, com nome, lote e quantidades.
21. Descarte
O descarte, por motivos justificados, deve seguir as orientações do fabricante e dos órgãos públicos responsáveis por estas questões, considerando a proteção ambiental.
Os produtos farmacêuticos (medicamentos vencidos, contaminados, interditados ou não utilizados) são resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido às suas características químicas.
Em publicação no D.O.U. de 05/03/2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabeleceu através da R.D.C. 33/03 o regulamento técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.
Pela proposta da ANVISA, os resíduos químicos são classificados em 8 subgrupos. Os medicamentos estão enquadrados nos três primeiros grupos:
Toda instituição de saúde deve estabelecer um sistema de gerenciamento de resíduos para, entre outros, submeter os resíduos do tipo B da instrução do CONAMA ao tratamento e à disposição final específica, segundo exigências do órgão ambiental competente.
Para tanto deve ser consultada a norma da ABNT NBR 12.808/93 que trata dos resíduos de serviços de saúde.
a) Um sistema de gerenciamento de resíduos deve abordar, no mínimo, os seguintes itens:
22. Assistência Farmacêutica
23. Elementos de previsão de estoque
Para manter um dimensionamento correto dos estoques que atendam às necessidades, com regularidade no abastecimento, recomenda-se a utilização dos seguintes instrumentos:
QR = (CMM x TR + EMI) – EA
Onde EA = estoque atual
24. Inventário
É a contagem de todos os itens em estoque para verificar se a quantidade encontrada nas prateleiras coincide com os valores informados nas fichas de controle. Deve ser realizado, periodicamente, recomenda-se semanalmente, com amostras seletivas de 10 a 20% dos produtos em estoque e dos itens de maior rotatividade e registro das irregularidades encontradas.
É imprescindível a realização de inventário de todos os itens a cada seis meses.
25. Distribuição
A distribuição deve suprir as necessidades dos diversos setores, seguir um cronograma, evitar atrasos e desabastecimentos:
26. Organização de Documentos
Manter todos os registros de movimentação e de irregularidades organizados, para rápida informação quando solicitada.
Manter sistema que permita a rastreabilidade dos produtos, de modo a possibilitar a sua localização, com vistas a um processo eficaz de intervenção, retirada ou devolução.
27. Remanejamento
Às vezes o empréstimo entre serviços municipais é uma solução imediata para evitar o desabastecimento ou para evitar perdas. Deve ser realizado somente após consulta e autorização da outra parte envolvida. Deve-se informar o item, a quantidade, o lote e o prazo de validade do medicamento em questão.
Deve seguir os mesmos fluxos de entrada e saída no controle de estoque, identificando a procedência. Os documentos devem ser mantidos organizados, assinados, datados e arquivados, identificando assim a movimentação efetuada.
Manter procedimentos de auto inspeção periódicos e registros de monitoração conforme a legislação. Manter Procedimentos Operacionais da Rotina por escrito e de fácil acesso
28. Limpeza e conservação
O local de trabalho e a área de armazenamento devem ser mantidos limpos e isentos de pó e contaminação, insetos e roedores.
É proibido fumar, comer, beber (deve ter local específico para este fim). O lixo deverá ser depositado em recipientes especiais com tampa e deverão ser esvaziados e limpos fora da área de armazenamento seguindo as especificações de reciclagem. Todos os trabalhadores deverão utilizar uniformes e crachá de identificação.
O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade sejam padronizadas e executadas conforme o planejado.
Conselho Federal de Farmácia
Desenvolvido por: etal Comunica.
O processo da prescrição deve estar padronizado e com o respectivo procedimento operacional padrão escrito, atualizado, validado, divulgado e disponível em local de fácil acesso;
As prescrições devem ser revisadas por farmacêutico antes de serem dispensadas;
Os erros de prescrição devem ser notificados ao Núcleo de Segurança do Paciente.
O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de prescrição de medicamentos.
Indicador:
|
Nome do indicador |
Taxa de erros na prescrição de medicamentos. |
|
Objetivo do indicador |
Monitorar a ocorrência de erros na atividade de prescrição de medicamentos. |
|
Fórmula do indicador |
n° medicamentos prescritos com erros x 100 ———————————————————— n° medicamentos prescritos |
|
Periodicidade mínima de verificação |
Mensal |
|
Explicação da fórmula |
Nº de medicamentos prescritos com erro: são os medicamentos prescritos faltando dose, forma farmacêutica, via de administração, posologia, tempo de infusão, diluente, volume, velocidade de infusão, e abreviaturas contraindicadas. N° total de medicamentos prescritos: são todos os medicamentos prescritos em um determinado período de tempo.
|
|
Fonte de Informação |
Prescrição (eletrônica, pré-digitada ou manual), protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. |
|
Coleta de dados |
Elaborar planilha para registro do número total de erros de prescrição e o número de medicamentos prescritos, utilizando a classificação de erros de prescrição. Totalizar os dados e aplicar a fórmula. |
|
Observações |
Em farmácias com sistemas informatizados, estes poderão ser preparados para emitir relatório com as informações necessárias para a aplicação da fórmula do indicador. |
|
Responsável |
Farmacêutico |
A farmácia deve registrar e notificar erros de dispensação ao Núcleo de Segurança do Paciente.
O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de separação/dispensação de medicamentos para atendimento ao paciente.
Indicador:
Nome do indicador | Taxa de erros na dispensação de medicamentos. |
Objetivo do indicador | Monitorar a ocorrência de erros na atividade de separação/dispensação de medicamentos para atendimento ao paciente. |
Fórmula do indicador | n° medicamentos dispensados com erros x 100 ———————————————————— n° medicamentos dispensados |
Periodicidade mínima de verificação | Mensal |
Explicação da fórmula | N° de medicamentos dispensados com erro de omissão, concentração/forma farmacêutica erradas ou medicamento errado. São erros de omissão quando o medicamento é prescrito, mas nenhuma dose (unidade) é dispensada ou o número de doses dispensadas é menor que o prescrito. São erros de concentração/forma farmacêutica quando o medicamento é dispensado em concentração diferente (maior ou menor) ou forma farmacêutica diferente daquela prescrita. O erro chamado medicamento errado ocorre quando prescrito um medicamento e dispensado outro, podendo estar associado a medicamentos com nome ou pronúncia similares, sendo possível a troca no momento da dispensação. N° total de medicamentos dispensados: todos os medicamentos dispensados em determinado período de tempo. |
Fonte de Informação | Prescrição médica ou odontológica (eletrônica, transcrita ou manual) |
Coleta de dados | Elaborar planilha para registro do número total de medicamentos dispensados e dos medicamentos dispensados com erro de omissão, concentração, forma farmacêutica e medicamento errado. |
Observações | Em farmácias com sistemas informatizados, este poderão ser preparados para emitirem relatório com as informações necessárias para a aplicação da fórmula do indicador. |
Responsável | Farmacêutico |
Os eventos adversos relacionados à administração de medicamentos devem ser notificados ao Núcleo de Segurança do Paciente.
O objetivo é monitorar a ocorrência de erros na atividade de administração de medicamentos para atendimento ao paciente.
Indicador:
Nome do indicador | Taxa de erros na administração de medicamentos. |
Objetivo do indicador | Monitorar a ocorrência de erros na atividade de administração de medicamentos para atendimento ao paciente. |
Fórmula do indicador | n° medicamentos administrados com erros x 100 ———————————————————— n° medicamentos administrados |
Periodicidade mínima de verificação | Mensal |
Explicação da fórmula | N° de medicamentos prescritos mas não administrados (erro de omissão): são os itens prescritos mas não administrados (checados). N° total de medicamentos administrados: todos os medicamentos prescritos em um determinado período de tempo. |
Fonte de Informação | Registros de enfermagem na prescrição médica ou odontológica (eletrônica, transcrita ou manual). |
Coleta de dados | Elaborar planilha para registro do número total de medicamentos prescritos mas não administrados dividido pelo número total de medicamentos prescritos. Totalizar os dados e aplicar a fórmula. |
Responsável | Farmacêutico |
1. Perfil
A Farmácia tem a finalidade de prestar assistência farmacêutica aos profissionais médicos e enfermeiros na administração de medicamentos, armazenar, dispensar e controlar medicamentos e produtos afins utilizados na unidade. É também responsável pela informação técnica, científica e controle de qualidade de medicamentos e correlatos utilizados pela unidade.
2. Atribuições Gerais
A Unidade de Farmácia será regida com base na Padronização de Medicamentos. Esta é uma listagem dos fármacos disponíveis identificados pela nomenclatura genérica (nome farmacológico), conforme Denominação Comum Brasileira (DCB) e acrescida pelas formas de apresentação, concentrações, e suas respectivas indicações.
A padronização objetiva facilitar a prescrição médica, otimizar recursos e qualificar a assistência por meio de orientação e informações ao corpo técnico.
3. Rotinas / Fluxo Operacional
A Unidade de Farmácia será um órgão de abrangência assistencial e administrativa, onde serão desenvolvidas atividades ligadas à produção, armazenamento, controle, dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos à unidade de saúde. Será igualmente responsável pela orientação de usuários internos e ambulatoriais, visando sempre à eficácia da terapêutica, além da redução dos custos. Servirá ao usuário, objetivando dispensar medicações seguras e oportunas.
a) O fornecimento de medicamentos incluirá:
b) A eficácia terapêutica depende do bom funcionamento dos seguintes aspectos:
4. Atividades
a) Caberá à Unidade de Farmácia da Unidade
5. Dispensação e distribuição
Estende-se por dispensação de medicamentos o ato farmacêutico associado à entrega e distribuição mediante análise prévia das prescrições médicas, de modo a oferecer informações da boa atualização da Farmácia, bem como da preparação das doses que devem ser administradas. A ordem de dispensação obedecerá a norma do estoque mais antigo em primeiro lugar.
A medicação será dispensada em dose individualizada, que consiste no atendimento individualizado das prescrições, no qual a medicação é fornecida por um período, em geral, de 24 horas.
Este método tem como vantagens a diminuição dos erros de medicação, dos estoques setoriais, melhorando a conservação de medicamentos; e das perdas e desvios.
Será utilizado o sistema de distribuição de medicamentos por dose unitária que consiste em dispensar, a partir da interpretação da ordem médica por parte do farmacêutico, as doses de medicamentos necessárias para cada usuário, previamente preparadas para que cubram um período determinado.
Com este método as doses são preparadas na medida exata para cada medicamento e usuário. Diminui-se o número de erros de medicação; a enfermeira não tem que fazer o pedido nem prepara a medicação que deve administrar aos usuários; a enfermagem se sente apoiada pela Unidade de Farmácia e pode dedicar mais tempo aos enfermos; o farmacêutico se integra na equipe assistencial, conseguindo, desta forma, a possibilidade de incidir na racionalização do uso dos medicamentos; pode haver maior conhecimento do custo da medicação por enfermo; e é possível o aumento da segurança e qualidade terapêutica do usuário.
5.1. Almoxarifado de Medicamentos
O Serviço de Almoxarifado tem a finalidade de gerenciamento dos suprimentos, representados pelos materiais permanentes e de consumo. As unidades de saúde têm a responsabilidade do planejamento dos suprimentos, desde a previsão de consumo, procedimentos de aquisição e garantia da integridade dos produtos utilizados através do correto acondicionamento e movimentação dos mesmos até a gestão dos estoques e dispensação às áreas requisitantes.
6. Organização
A Unidade de Suprimentos tem sob sua responsabilidade as atividades das seguintes áreas:
7. Atribuições Gerais
8. Atribuições específicas da área de compras
9. Atribuições Específicas do Almoxarifado:
10. Rotinas e Protocolos Referentes ao Processo de Armazenamento e Dispensação de Medicações.
Os medicamentos são de suma importância para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida da população. Desta forma, as condições de estocagem, distribuição e transporte desempenham papel fundamental para a manutenção dos padrões de qualidade dos medicamentos.
A Assistência Farmacêutica conceituada como “grupo de atividades relacionadas com o medicamento, destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma comunidade”, desempenha papel essencial para a saúde.
Esta estratégia visa oferecer diretrizes e procedimentos básicos que possam assegurar a qualidade e a segurança dos medicamentos estocados e distribuídos, dentro das dependências da unidade.
Os almoxarifados devem ser estruturados para desempenhar as atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação e controle de estoque. Dentro deste contexto, para o melhor desempenho de suas atribuições, o almoxarifado deve ser construído conforme as orientações que seguem.
O local deve possuir rampas que permitam facilidade de locomoção dos carrinhos contendo os produtos e devem ser estabelecidos procedimentos especiais para o recebimento em dias chuvosos.
As portas externas devem ser confeccionadas em aço e em tamanho adequado para a passagem dos caminhões.
A iluminação externa deve ser considerada como medida de segurança, deve apresentar bom estado de conservação: isento de rachaduras, pinturas descascadas, infiltrações, etc.
Estrutura física interna – As instalações devem ser projetadas de acordo com o volume operacional do almoxarifado. Mas as condições físicas devem ser observadas qualquer que seja o tamanho do mesmo:
a) Fluxo
Figura 1 Fluxo de Dispensação de Medicamentos
Fonte: Manual do Gestor Hospitalar, Federação brasileira de Hospitais
MÉDICO PRESCREVE A MEDICAÇÃO
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PRESCRIÇÃO CHEGA A FARMÁCIA
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FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ A COLETA NO ESTOQUE
↓
FUNCIONÁRIO DA FARMÁCIA FAZ CHECK-OUT NO ESTOQUE
↓
FUNCIONÁRIO DA ENFERMAGEM FAZ A RETIRADA ASSINANDO O FORMULÁRIO DE RECEBIMENTO
IMPORTANTE: Mensalmente será realizado o inventário da Unidade com vistas manter atualizado os dados de consumo dos itens, bem como organizar o consumo dos lotes mais antigos.
11. Manual de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição: Recebimento, Estocagem e Transporte de Medicamentos
Os medicamentos somente são eficazes se houver garantia de que, desde sua fabricação até a sua dispensação, sejam armazenados, transportados e manuseados em condições adequadas. Desta forma estarão preservadas a sua qualidade, eficácia e segurança.
As diretrizes de Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição aplicam-se a todas as atividades relacionadas à distribuição e armazenamento produtos farmacêuticos nos almoxarifados visando à proteção da saúde da população.
Para melhor entendimento serão adotadas as seguintes definições:
12. Recursos Humanos
A responsabilidade técnica do almoxarifado de medicamentos deve ser assumida por um farmacêutico, que supervisionará e orientará as atividades da equipe de trabalho. Todo pessoal deve ser capacitado em Boas Práticas de Armazenamento e Distribuição.
13. Recebimento
Receber é ato que implica em conferência. No recebimento verificamos se os medicamentos que foram entregues estão em conformidade com os requisitos estabelecidos, quanto à especificação, quantidade e qualidade.
A área de recebimento deve ser separada da área de armazenamento. O pessoal deve ser treinado para esta finalidade.
14. Estocagem
Os medicamentos serão armazenados somente após o recebimento oficial, de acordo com as instruções contidas neste manual.
15. Armazenamento de medicamentos termolábeis
Os almoxarifados devem dispor de câmaras frias, refrigeradores com temperatura controlada entre 2 e 8ºC, com registro diário. A estocagem deve ser feita separadamente, por lote e prazo de validade, com registro de todas as retiradas.
As retiradas devem ser programadas visando diminuir as variações internas de temperatura. Os refrigeradores devem ser mantidos limpos e arrumados, e devem ser utilizados somente para medicamentos. Não devem ser acondicionados alimentos e nem bebidas.
16. Estocagem de medicamentos sob controle especial
A área de estocagem deve ser considerada de segurança máxima, com acesso apenas a pessoas autorizadas. As entradas e saídas dos medicamentos devem ser registradas em livros próprios, de acordo com a legislação específica, sob controle e responsabilidade do farmacêutico.
17. Estabilidade dos medicamentos
Os medicamentos são constituídos de fármacos com ação no organismo e para que se obtenha o máximo de benefícios desejados e o mínimo de efeitos adversos, o medicamento deve manter as características para o uso preservadas.
18. Controle de estoque
A atividade tem por objetivo manter informação confiável sobre níveis e movimentação física e financeira de estoques necessários ao atendimento da demanda, evitando-se a superposição de estoques ou desabastecimento do sistema.
Para garantir um controle de estoque eficaz o Instituto informatizará o Almoxarifado.
19. Devolução
Registrar todas as devoluções, quantidade, lote, prazo de validade, procedência e motivos, verificando os aspectos da embalagem originais que devem estar em boas condições.
Quando se tratar de termolábil ou psicotrópico, os cuidados devem ser especiais para a reintegração ao estoque.
20. Reclamações
Em caso de queixas técnicas ou observação de reações adversas a medicamentos, os produtos devem ser separados imediatamente. Deve ser feito registro e comunicação imediata, por escrito, para todas as unidades que receberam o lote.
Quando houver orientação para recolhimento, efetuar imediatamente e encaminhar para o órgão solicitante, devidamente identificado, com nome, lote e quantidades.
21. Descarte
O descarte, por motivos justificados, deve seguir as orientações do fabricante e dos órgãos públicos responsáveis por estas questões, considerando a proteção ambiental.
Os produtos farmacêuticos (medicamentos vencidos, contaminados, interditados ou não utilizados) são resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente devido às suas características químicas.
Em publicação no D.O.U. de 05/03/2003, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), estabeleceu através da R.D.C. 33/03 o regulamento técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.
Pela proposta da ANVISA, os resíduos químicos são classificados em 8 subgrupos. Os medicamentos estão enquadrados nos três primeiros grupos:
Toda instituição de saúde deve estabelecer um sistema de gerenciamento de resíduos para, entre outros, submeter os resíduos do tipo B da instrução do CONAMA ao tratamento e à disposição final específica, segundo exigências do órgão ambiental competente.
Para tanto deve ser consultada a norma da ABNT NBR 12.808/93 que trata dos resíduos de serviços de saúde.
a) Um sistema de gerenciamento de resíduos deve abordar, no mínimo, os seguintes itens:
22. Assistência Farmacêutica
23. Elementos de previsão de estoque
Para manter um dimensionamento correto dos estoques que atendam às necessidades, com regularidade no abastecimento, recomenda-se a utilização dos seguintes instrumentos:
QR = (CMM x TR + EMI) – EA
Onde EA = estoque atual
24. Inventário
É a contagem de todos os itens em estoque para verificar se a quantidade encontrada nas prateleiras coincide com os valores informados nas fichas de controle. Deve ser realizado, periodicamente, recomenda-se semanalmente, com amostras seletivas de 10 a 20% dos produtos em estoque e dos itens de maior rotatividade e registro das irregularidades encontradas.
É imprescindível a realização de inventário de todos os itens a cada seis meses.
25. Distribuição
A distribuição deve suprir as necessidades dos diversos setores, seguir um cronograma, evitar atrasos e desabastecimentos:
26. Organização de Documentos
Manter todos os registros de movimentação e de irregularidades organizados, para rápida informação quando solicitada.
Manter sistema que permita a rastreabilidade dos produtos, de modo a possibilitar a sua localização, com vistas a um processo eficaz de intervenção, retirada ou devolução.
27. Remanejamento
Às vezes o empréstimo entre serviços municipais é uma solução imediata para evitar o desabastecimento ou para evitar perdas. Deve ser realizado somente após consulta e autorização da outra parte envolvida. Deve-se informar o item, a quantidade, o lote e o prazo de validade do medicamento em questão.
Deve seguir os mesmos fluxos de entrada e saída no controle de estoque, identificando a procedência. Os documentos devem ser mantidos organizados, assinados, datados e arquivados, identificando assim a movimentação efetuada.
Manter procedimentos de auto inspeção periódicos e registros de monitoração conforme a legislação. Manter Procedimentos Operacionais da Rotina por escrito e de fácil acesso
28. Limpeza e conservação
O local de trabalho e a área de armazenamento devem ser mantidos limpos e isentos de pó e contaminação, insetos e roedores.
É proibido fumar, comer, beber (deve ter local específico para este fim). O lixo deverá ser depositado em recipientes especiais com tampa e deverão ser esvaziados e limpos fora da área de armazenamento seguindo as especificações de reciclagem. Todos os trabalhadores deverão utilizar uniformes e crachá de identificação.
O POP tem como objetivo manter o processo em funcionamento por meio da padronização e minimização desvios na execução da atividade, ou seja, ele busca assegurar que as ações tomadas para a garantia da qualidade sejam padronizadas e executadas conforme o planejado.
Conselho Federal de Farmácia
Desenvolvido por: etal Comunica.
O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), no uso das atribuições que lhe são conferidas na Lei n° 6.583, de 20 de outubro de 1978, no Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980, no Regimento Interno, ouvidos os Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRN), e, tendo em vista o que foi deliberado na 322ª Reunião Plenária Ordinária, realizada nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro de 2018.
O Conselho Federal de Nutricionistas, no uso das atribuições que lhe confere a Lei n° 6.583, de 20 de outubro de 1978, regulamentada pelo Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980, e tendo em vista o disposto na Resolução CFN n° 227, de 24 de outubro de 1999, com a redação que lhe deu a Resolução CFN n° 312, de 28 de julho de 2003; e
Considerando o disposto no art. 9°, inciso XI da Lei n° 6.583, de 1978 e no art. 6°, inciso XII, do Decreto n° 84.444, de 1980;
Considerando a deliberação do Plenário do CFN em sua 152ª Reunião Plenária, Ordinária, realizada no período de 15, 16 e 18 de dezembro de 2003,
Conselho Federal de Nutrição
1. É objetivo do Nutricionista
2. Atribuições
3. Deveres
a) Compete ao médico:
b) Compete a Enfermagem
c) Compete ao Nutricionista
d) Compete ao Farmacêutico
4. Disposições Finais
Regulamenta a Lei no 6.583, de 20 de outubro de 1.978, que cria os conselhos federal e regionais de nutricionistas, regula o seu funcionamento e dá outras providências.
Desenvolvido por: etal Comunica.
O Assistente Social se constitui em um elo entre as redes de assistência, devendo ter um papel ativo junto à população visando promoção e proteção dos direitos do doente no processo de reabilitação e cura.
OBSERVAÇÃO: A questão do prontuário para Seguro DPVAT, em caso de morte a família/ parente tem que se dirigir ao promotor para pedir solicitação para receber o documento.
OBSERVAÇÃO: Ao fim de cada mês será consolidado os dados, e apresentados através de relatório e em reuniões com os demais profissionais da unidade.
Conselho Federal do Serviço Social
A Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em sua 198ª Reunião Ordinária, realizada no dia 17 de junho de 2009. E talvez seja uma das mais importantes ferramentas para que você, cidadão (ã) brasileiro (a), conheça seus direitos e possa ajudar o Brasil a ter um sistema de saúde com muito mais qualidade.
O documento, que tem como base seis princípios básicos de cidadania, caracteriza-se como uma importante ferramenta para que o cidadão conheça seus direitos e deveres no momento de procurar atendimento de saúde, tanto público como privado.
O presente documento foi elaborado de acordo com seis princípios basilares que, juntos, asseguram ao cidadão o direito básico ao ingresso digno nos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados.
Para o Conselho Nacional de Saúde é importante que todos se apossem do conteúdo da Carta, elaborada com uma linguagem acessível e, assim, permitir o debate e apropriação dos direitos e deveres nela contidos por parte dos gestores, trabalhadores e usuários do SUS.
1. Disposições preliminares da natureza e finalidade
Art. 1º. O Regimento Interno do Serviço Social, tem por objetivo dispor sobre as diretrizes gerais de composição e funcionamento do serviço, bem como estabelecer as atribuições dos(as) Assistentes Sociais lotados junto à mesma.
Art. 2º. O Serviço Social tem por finalidade o enfrentamento das expressões da questão social, com atuação profissional em uma perspectiva totalizante, baseada na identificação dos determinantes sociais, econômicos e culturais das desigualdades sociais, mediante estratégias que busquem reforçar ou criar experiências nos serviços que efetivem o direito social à saúde.
2. Composição do serviço
Art. 3º. Trata-se de um serviço vinculado a área assistencial e de funcionamento de segunda a sexta-feira no período diurno, vinculada a Diretoria da Unidade de Saúde.
Art. 4º. O Serviço Social é composto por profissionais que realizam atendimento aos usuários (pacientes, familiares e acompanhantes) e a rede de apoio social, em toda a Unidade de Saúde onde há assistência ao paciente.
Parágrafo Único: Em caso de Licenças e Afastamentos, férias ou ausência do profissional responsável pela respectiva da Unidade à chefia imediata que vai decidir sobre tais casos.
3. Das atribuições gerais
OBSERVAÇÃO: A questão do prontuário para Seguro DPVAT, em caso de morte a família/ parente tem que se dirigir ao promotor para pedir solicitação para receber o documento.
OBSERVAÇÃO: Ao fim de cada mês será consolidado os dados, e apresentados através de relatório e em reuniões com os demais profissionais da unidade.
Art. 6º. No que se refere aos deveres profissionais, o artigo 3º do Código de Ética estabelece:
Art. 7°. Compete ao Assistente Social que exerce suas atribuições na área assistencial da Unidade de Saúde:
4. Disposições Gerais
Art. 8º. Os casos omissos referentes serão resolvidos pela Diretoria da Unidade de Saúde, em conjunto com o Serviço Social.
Dispõe sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde.
Dispõe sobre a profissão de assistente social, já com a alteração trazida pela Lei nº 12.317, de 26 de agosto de 2010.
Acrescenta dispositivo à Lei no 8.662, de 7 de junho de 1993, para dispor sobre a duração do trabalho do Assistente Social.
Texto aprovado em 13/3/1993, com as alterações introduzidas pelas Resoluções CFESS nº290/1994, 293/1994, 333/1996 e 594/2011.
Desenvolvido por: etal Comunica.